25
Ago 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

As seguradoras vão passar a ser obrigadas a cumprir prazos no reembolso do capital investido em seguros de capitalização e Planos Poupança Reforma (PPR) sob a forma de seguros, segundo circular emitida pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP).

Desta forma, os prazos máximos de reembolso do dinheiro investido em PPR e seguros de capitalização passam a ser os seguintes: 
  • Reembolso do capital, no término do contrato – máx. 5 dias úteis
  • Resgate antecipado do dinheiro investido – máx. 10 dias úteis
  • Reembolso, em caso de morte do subscritor, aos herdeiros ou beneficiário (caso seja diferente dos herdeiros legais) – máx. 20 dias úteis

 


28
Jul 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

O valor do capital seguro nos seguros de vida do crédito à habitação vai passar a ser actualizado de forma automática e por defeito. Isto significa que os prémios de alguns seguros vão ficar mais baratos.

 
A medida resulta do decreto-lei aprovado, em Junho, em Conselho de Ministros que prevê “a actualização do capital seguro, em simultâneo, à do capital em dívida no crédito à habitação, devendo a empresa de seguros fazer reflectir essa actualização no cálculo do valor a pagar pelo consumidor”, adianta o comunicado do Gabinete do Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor.
 
Na contratação de um crédito à habitação é frequente as instituições financeiras exigirem a contratação de um seguro de vida, de forma a garantir o pagamento do empréstimo em cada de morte ou invalidez.
 
Há bancos que fazem a actualização do prémio do seguro mas há outros que não. Assim um cliente que tenha, por exemplo, um crédito de 100 mil euros, paga um prémio de seguro mensal em função do montante da dívida, neste caso os 100 mil euros. À medida que vai amortizando o empréstimo desce o valor da dívida.
 
Isto significa que o cliente está a pagar um prémio para segurar 100 mil euros mas já só deve 70 mil euros ao banco. Nesta situação, em caso de morte do cliente é accionado o seguro de vida que irá cobrir os 70 mil euros que faltam pagar ao banco e os restantes 30 mil são devolvidos aos herdeiros.
 
Numa situação em que o cliente apenas esteja interessado em assegurar o pagamento da dívida, o ajustamento do prémio ao montante em dívida é mais vantajoso. Isto porque, à medida que vai amortizando o crédito desce também o prémio do seguro. Em caso de morte do cliente fica apenas garantido o pagamento da dívida do crédito à habitação.
 
Segundo o comunicado, o decreto-lei deixa “intocável a liberdade contratual das partes contratantes, ou seja, a capacidade destas poderem estabelecer outro tipo de condições”. Quer isto dizer que, por defeito, os seguros de vida associados ao crédito à habitação passam a ajustar o prémio ao montante em dívida, mas se o cliente pretender pode acordar outras condições.
 
O diploma aprovado pelo Governo adianta também que os consumidores podem associar ao crédito à habitação um seguro de vida já existente, não sendo obrigados a sujeitarem-se a um novo seguro. Uma situação que, no entanto, não é válida para contratos já em vigor.

 

Quanto custa?
Exemplo de um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, e cujo segurado tem 30 anos e o seguro associado ao empréstimo é um seguro de vida com a opção de morte, mais invalidez absoluta e definitiva.
 
Segundo a simulação da Fidelidade Mundial, citada pelo Diário Económico, caso seja feita uma actualização anual do prémio do seguro ao capital em dívida, ao final de 30 anos, o cliente terá pago 5.089,65 euros. No entanto, se não for feita a actualização, três décadas depois o cliente terá pago um total de 13.432,28 euros (447 euros por ano), ou seja, uma diferença de 8.342,63 euros (278 euros/ano).
 

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barbara barroso
Bárbara Barroso é jornalista do Dinheiro Vivo, o jornal digital de economia da Controlinveste (plataforma que engloba o DN, JN e TSF). Licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura, fez um Curso Intensivo de Banca, ministrou vários workshops sobre finanças pessoais, investimentos e orçamentos familiares e está a terminar uma certificação em em consultoria financeira pessoal (Certified Financial Planner – CFP), pela Universidade de Boston. Como jornalista foi coordenadora de economia do jornal i e redactora de finanças do Diário Económico, onde desenvolveu o suplemento de finanças pessoais deste jornal. Teve uma rubrica diária sobre poupança na rádio fi fm. Em 2009, lançou o seu primeiro livro: 19 Passos para Sobreviver à Crise. Em 2011 apresenta a sua segunda obra: Tempos Complicados, Soluções Simples - Saiba Como gerir Melhor o Seu Dinheiro.
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