25
Ago 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

As seguradoras vão passar a ser obrigadas a cumprir prazos no reembolso do capital investido em seguros de capitalização e Planos Poupança Reforma (PPR) sob a forma de seguros, segundo circular emitida pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP).

Desta forma, os prazos máximos de reembolso do dinheiro investido em PPR e seguros de capitalização passam a ser os seguintes: 
  • Reembolso do capital, no término do contrato – máx. 5 dias úteis
  • Resgate antecipado do dinheiro investido – máx. 10 dias úteis
  • Reembolso, em caso de morte do subscritor, aos herdeiros ou beneficiário (caso seja diferente dos herdeiros legais) – máx. 20 dias úteis

 


18
Ago 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

A oferta de produtos para poupar para a reforma é vasta. No entanto, os Planos Poupança Reforma (PPR) continuam a ser o produto preferido dos portugueses para investir nos dias dourados. Só no primeiro semestre deste ano, os portugueses investiram 616 milhões de euros nos PPR, ou seja, mais 46% face ao mesmo período do ano anterior, segundo os dados da Associação Portuguesa de Seguradores (APS). Mas mesmo dentro dos PPR há diferentes ofertas. Veja o que precisa de saber sobre este instrumento de poupança.

 
1- O que é um Plano Poupança Reforma (PPR)?
Um PPR é um plano de poupança essencialmente de médio/longo prazo, com o objectivo de constituir um complemento para a idade da reforma. Apesar de um investidor poder iniciar a sua poupança em qualquer altura, o ideal é começar o mais cedo possível.
 
2- Que tipo de instituições podem gerir os PPR?
Os PPR podem ser geridos por sociedades gestoras de fundos de investimento mobiliário, sociedades seguradoras e sociedades gestoras de fundos de pensões.
 
3- Qual a diferença entre fundos de PPR e seguros de PPR?
Os fundos são geridos por sociedades gestoras quer de fundos mobiliários quer de fundos de pensões, enquanto os seguros são geridos pelas seguradoras. Além disso, os seguros PPR têm um risco muito mais reduzido quando comparados com os fundos PPR, nomeadamente os das categorias C e D ( ou seja, que têm uma exposição a acções superior a 15%). Isto significa que, em alturas de fortes quedas no mercado, as rendibilidades dos seguros são mais atraentes, ficando nos períodos de fortes ganhos nos mercados aquém das rendibilidades dos fundos.
 
4- Qual a diferença entre PPR Privado e PPR do Estado?
Uma das principais diferenças é o facto dos PPR do Estado, lançados em Março de 2008, não permitirem resgates antecipados. Nos PPR privados é possível, embora com uma penalização fiscal e eventuais comissões. O regime de contribuições para os PPR do Estado é pouco flexível, com contribuições mensais obrigatórias e alteração da taxa de contribuição apenas uma vez por ano.
 
5- Quais os benefícios fiscais associados aos PPR?
De acordo com o regime fiscal, o montante de dedução à colecta em sede de IRS varia consoante a idade: corresponde a 20% das aplicações, com um máximo de 400 euros por sujeito passivo até 35 anos; 350 euros por investidor com idade entre os 35 e os 50 anos; e os 300 euros por investidor com mais de 50 anos.
 
6- Quais os montantes mínimos de subscrição dos PPR?
Os valores mínimos de subscrição variam bastante, em função não só da entidade gestora, como das características do próprio PPR. De acordo com dados da APFIPP, pode variar, nos fundos de PPR, entre um euro e os 75 mil euros.
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25
Mai 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Transferir um Plano Poupança Reforma (PPR) de uma instituição para outra vai passar a ter uma comissão máxima de 0,5%, no caso dos PPR sob a forma de contrato de seguro. Já os fundos de PPR passam a ficar isentos de qualquer tipo de comissão de transferência. Com esta medida, que entra em vigor a partir de 21 de Julho, os investidores poderão transferir o seu PPR para outro mais vantajoso sem grandes penalizações.

 

Segundo mostram os dados do Instituto de Seguros de Portugal, alguns PPR  cobram comissões de tranferência muito elevadas que podem ascender a 5%, e há mesmo situações em que a comissão ascende a 9% do valor a resgatar. Um encargo que acaba por afastar os investidores de transferirem as suas poupanças para outro PPR. Afinal, tendo em conta a rendibilidade média de 3% dos seguros PPR, em 2008, em algumas situações a transferência iria mesmo custar o retorno do produto de poupança.

 

Mas é importante reter que os PPR têm mais comissões associadas e que o decreto-lei apenas vem limitar as comissões de transferência.

 

Veja na tabela quanto pagaria de comissão de transferência, para um PPR com 5.000 euros.

 

 

PPR com 5.000 euros capitalizados
Comissão de transferência 0,5% 2,5% 5% 9%
Valor da comissão pago em euros 25 € 125 € 250 € 450 €

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barbara barroso
Bárbara Barroso é jornalista do Dinheiro Vivo, o jornal digital de economia da Controlinveste (plataforma que engloba o DN, JN e TSF). Licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura, fez um Curso Intensivo de Banca, ministrou vários workshops sobre finanças pessoais, investimentos e orçamentos familiares e está a terminar uma certificação em em consultoria financeira pessoal (Certified Financial Planner – CFP), pela Universidade de Boston. Como jornalista foi coordenadora de economia do jornal i e redactora de finanças do Diário Económico, onde desenvolveu o suplemento de finanças pessoais deste jornal. Teve uma rubrica diária sobre poupança na rádio fi fm. Em 2009, lançou o seu primeiro livro: 19 Passos para Sobreviver à Crise. Em 2011 apresenta a sua segunda obra: Tempos Complicados, Soluções Simples - Saiba Como gerir Melhor o Seu Dinheiro.
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