15
Out 11
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A minha participação na rubrica "Contas Poupança", do Jornal da Noite, da SIC, sobre como "pagar com dinheiro em vez de usar cartões pode ajudar a poupar.

 

Aqui fica também o meu agradecimento especial ao Pedro Andersson.

 

 


11
Nov 09
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Bárbara Barroso, em parceria com o Gabinete da Família – GAF – da Câmara Municipal de Albufeira, vai realizar um workshop sobre finanças pessoais: “Aprender a poupar e a gerir o orçamento familiar”.

 A formação realiza-se no dia 14 de Novembro (sábado), entre as 10h00 e as 13h00, nas instalações do GAF, e é destinada a 15 formandos.
 
O workshop tem como principais objectivos proporcionar aos formandos as ferramentas necessárias para uma gestão cuidada do orçamento familiar.
A formação é composta por duas partes. Na vertente teórica irão ser abordados os conceitos básicos de educação financeira e gestão do orçamento familiar. A parte prática vai incidir na criação de um mapa de custos e um orçamento familiar ajustado a cada formando.
 
Para mais informações contactar o GAF da Câmara Municipal de Albufeira.

26
Out 09
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Já em contagem decrescente para o final do ano, se ainda não começou a pensar na entrega da declaração de IRS, ou se só agora se lembrou de coleccionar os recibos de farmácia, pare e pense. Ainda é possível fazer uma última tentativa para pagar menos ao Estado e até receber algum dinheiro de volta. Se aproveitar todas as deduções máximas poderá conseguir poupar 3.300 euros na sua declaração de IRS, ou ainda mais. Para conseguir isso apenas terá de se concentrar em dois pontos: deduções à colecta e benefícios fiscais.

 

(Veja o que pode deduzir na declaração de IRS de 2009)

 

As opções para poupar vão desde as técnicas mais óbvias - como recolher as facturas que tem relativas a despesas de saúde e de educação - até às deduções à colecta dos juros da compra de casa e outros menos utilizados como as deduções dos gastos com energias renováveis.

 

Face ao ano anterior, praticamente não existem grandes alterações, no que se refere aos benefícios fiscais. Entre as deduções mais comuns e fáceis de contabilizar estão as despesas de saúde, educação, habitação e informática. Só estas três últimas categorias permitem uma poupança de 1.556 euros no IRS. O número só não é superior porque as despesas de saúde, que não têm limite de dedução, não entram para estas contas.

 

Os Planos Poupança Reforma (PPR) são também conhecidos pelos benefícios fiscais e podem ser uma oportunidade, até ao final do ano, para conseguir poupar no IRS. Para usufruir da dedução máxima, nos PPR, um aforrador, com idade inferior a 35 anos, tem de investir, um total de 2.000 euros para conseguir deduzir 400 euros.

 

Também a compra de um computador pessoal é dedutível em 50%, no IRS, até ao montante de 250 euros. No entanto, só pode ser feita a dedução de um computador por elemento do agregado familiar, por ano. Por exemplo, para quem tem dois filhos, o melhor é comprar um computador este ano e o outro em Janeiro. Isto porque, desta forma consegue deduzir os dois, porque este ano só pode contabilizar no IRS um computador. Nesta categoria é importante deixar um alerta às famílias que pretendem deduzir a compra do computador Magalhães. Não compensa para uma família estar a deduzir a compra do Magalhães. Em 50 euros estará a gastar essa dedução para poupar apenas 25 euros. Depois se precisar de deduzir a compra de um outro computador, até de um montante bastante superior, já não o pode fazer.

 

Recibos Verdes

Para o caso dos trabalhadores da categoria B, ou seja, quem utiliza recibos verdes, existem algumas regras específicas, na entrega da declaração. Para quem se inscreveu no regime simplificado, são considerados para efeitos de tributação 70% do rendimento declarado. Os restantes 30% são considerados encargos próprios da actividade e, por isso, livres de impostos.

 

Neste regime não pode declarar despesas da actividade, tais como deslocações, aquisição de bens, etc. Caso pretenda fazê-lo, a contabilidade organizada poderá ser uma opção vantajosa caso as despesas excedam 30% dos rendimentos. No entanto, é importante ter em atenção que se está inscrito no regime simplificado é obrigado a manter-se nele durante três anos. No fim desse período, se nada foi comunicado até Março do ano em que pretende adoptar a contabilidade organizada, manter-se-á no regime simplificado por mais um ciclo de três anos. Caso tenha dúvidas sobre qual a melhor opção para o seu caso, o melhor mesmo é esclarecê-las até ao final do ano.

 

Já em contagem decrescente para o fecho de 2009 comece a organizar-se. Arranje uma pasta e guarde os documentos comprovativos das despesas e receitas que obteve ao longo do ano. A desorganização pode ser uma razão para algumas vezes se esquecer de pôr aquele recibo no IRS. 

 


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São várias as categorias que permitem poupar no IRS. Conheça algumas das deduções mais comuns para reduzir a factura a pagar ao Estado em impostos.

Se aproveitar todas as deduções máximas pode poupar mais de 3.300 euros.

 
Saúde
São dedutíveis 30% das despesas de saúde do contribuinte e do agregado familiar. Mas apenas são "válidos" os medicamentos isentos de IVA ou sujeitos a uma taxa de IVA de 5%. Caso o IVA seja superior são dedutíveis desde que apresentem receita médica e até ao limite de 64 euros.
 
Educação
As despesas com a formação do contribuinte e dos seus dependentes são dedutíveis à colecta em 30% até ao limite máximo de 720 euros. No caso de existirem três ou mais filhos o limite a deduzir aumenta 135 euros por cada um dos filhos.
 
Habitação
Pode deduzir à colecta 30% dos juros e amortizações dos empréstimos para compra de habitação própria e permanente, em território nacional, até 586 euros. Nos arrendamentos basta declarar o somatório do valor patente nos recibos de pagamento.
 
Seguros
Pode deduzir 25% dos prémios de seguros de acidentes pessoais e seguros de vida até 64 euros (solteiro) ou 128 euros (casado). São dedutíveis 30% dos prémios de seguros de saúde até 168 euros (casados), e 84 euros (solteiros e unidos de facto).
 
PPR
São dedutíveis à colecta do IRS 20% dos valores aplicados até ao limite máximo de 400 euros para os contribuintes com idade inferior a 35 anos; 350 euros para quem tiver entre os 35 e os 50 anos; e 300 euros com idade superior a 50 anos.
 
Informática
São dedutíveis 50% dos montantes despendidos com a compra de computador, incluindo software e aparelhos de terminal, para uso pessoal até ao limite de 250 euros. Aplicável a sujeitos passivos com taxa inferior a 42%.
 
Energias Renováveis
Também é possível beneficiar no IRS com as energias verdes. São dedutíveis à colecta 30% das importâncias despendidas com energias renováveis, incluíndo equipamentos e veículos movidos a energias renováveis, até 796 euros. 
 

28
Ago 09
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Devo amortizar o empréstimo ou investir o dinheiro? Esta é uma dúvida que oiço muitas vezes, sobretudo quando as pessoas conseguem algum dinheiro extra (rendimento, subsidio de férias, etc).

 
Claro que cada caso é único e as contas são sempre necessárias. No entanto, de uma forma simples, a melhor maneira de começar a avaliar qual a opção mais vantajosa é comparando a taxa que está a pagar, pelo empréstimo, com o juro que irá conseguir receber se investir o dinheiro (claro que no caso do mercado accionista é imprevisível).
 
Mas diminuir o peso das dívidas, sobretudo quando estas acarretam o pagamento de juros, é claramente uma boa escolha. Desta forma, se tiver algum dinheiro de parte, ou conseguir constituir uma poupança aproveite para amortizar os créditos, começando pelos que têm o juro mais elevado.
 
Afinal, mesmo que esteja a ganhar 3% ao ano num depósito, se tiver uma dívida com juros de 20%, está a perder dinheiro, uma vez que está a pagar um juro mais elevado do que o banco o remunera a si.

25
Ago 09
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As seguradoras vão passar a ser obrigadas a cumprir prazos no reembolso do capital investido em seguros de capitalização e Planos Poupança Reforma (PPR) sob a forma de seguros, segundo circular emitida pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP).

Desta forma, os prazos máximos de reembolso do dinheiro investido em PPR e seguros de capitalização passam a ser os seguintes: 
  • Reembolso do capital, no término do contrato – máx. 5 dias úteis
  • Resgate antecipado do dinheiro investido – máx. 10 dias úteis
  • Reembolso, em caso de morte do subscritor, aos herdeiros ou beneficiário (caso seja diferente dos herdeiros legais) – máx. 20 dias úteis

 


24
Ago 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Há novas regras nos depósitos. O Banco de Portugal voltou a apertar o cerco às instituições financeiras no que se refere aos depósitos, obrigando-as a ser mais claras na informação prestada sobre estes produtos. As alterações abrangem os depósitos à ordem, a prazo e depósitos estruturados (depósitos indexados e duais), sendo que as novas regras aplicam-se apenas aos contratos de depósitos celebrados após a sua entrada em vigor. Saiba o que vai mudar.

 
Depósitos à ordem: contas a descoberto
A facilidade de descoberto associado a uma conta à ordem vai passar a exigir que o cliente assine um documento exclusivo para este efeito.
De acordo com o Aviso do Banco de Portugal (BdP), publicado em Diário da República, a subscrição desta facilidade de descoberto tem de ser feita através da aposição da respectiva assinatura em documento separado e exclusivo para esse efeito, que estabeleça as condições aplicáveis à facilidade de descoberto.
O BdP tenta assim evitar que ocorram situações em que os clientes sejam confrontados com descobertos associados às suas contas à ordem, sem que o tenham autorizado. Na prática, o cliente pode, à partida, eliminar a "tentação", já que se não assinar um documento específico o banco não poderá disponibilizar esta hipótese.
No caso de cobrança de juros, por utilização do descoberto, os bancos terão de indicar não só as datas de início e final de período, como também a data da cobrança, montante de juros cobrados, taxa anual nominal, impostos, assim como os montantes a descoberto e datas da utilização.
 
Depósitos com capital garantido
Com as novas regras, introduzidas pelo Banco de Portugal, apenas podem ser denominados de "depósitos", os instrumentos financeiros com garantia do capital investido. De acordo com o aviso publicado em Diário da República, independentemente do modo de determinação da taxa de remuneração, mobilização antecipada, total ou parcial, do depósito, ou quaisquer outras circunstâncias, a remuneração não pode ser negativa. Isto quer dizer que o montante a entregar ao cliente não pode ser inferior ao depositado. Para prevenir que seja utilizada a denominação de "depósito" indevidamente, os prospectos dos depósitos passam a estar sujeitos à aprovação do BdP. O diploma esclarece que "qualquer que seja o modo de determinação da taxa de remuneração de um depósito, esta não pode, em quaisquer circunstâncias, ser negativa".
 
Fichas com informação normalizada
Antes mesmo da subscrição de um depósito as instituições financeiras terão de disponibilizar aos clientes uma ficha de informação normalizada. Esta terá informação relativa à designação do depósito, montante depositado, taxa de remuneração, cálculo de juros, comissões, impostos, etc. O Aviso do BdP adianta que, "quando as instituições de crédito divulguem depósitos no seu sítio na Internet, devem igualmente disponibilizar as respectivas fichas de informação normalizada, em local bem visível e de acesso directo a partir das páginas em que esses depósitos sejam divulgados. Estas regras, que entram em vigor a 18 de Novembro, são apenas aplicáveis aos novos depósitos subscritos depois da entrada em vigor do diploma.
 
Informação periódica
Além de toda a informação, que deverá ser facultada aos clientes no momento inicial de subscrição de um depósito (como montante, comissões, taxa de remuneração, cálculo de juros, regime fiscal, etc), os bancos ficam ainda obrigados a prestar informação periódica. No caso dos depósitos a prazo a mais de um ano, com uma periodicidade mínima anual, e no caso dos depósitos com prazo inicial inferior a um ano, com uma periodicidade mensal.
 
Depósitos estruturados (indexados e duais)
As alterações abrangem ainda os depósitos indexados e duais. Os bancos passam a ter de disponibilizar uma ficha normalizada com a informação sobre garantia de capital, risco e características do produto, perfil de cliente, mobilização antecipada, renovação, etc. Também o prospecto destes produtos está sujeito a aprovação do Banco de Portugal. Segundo o diploma, são considerados depósitos indexados aqueles cuja rentabilidade está associada "total ou parcialmente à evolução de outros instrumentos ou variáveis financeiras ou económicas relevantes". Já os depósitos duais, entende-se como "produtos financeiros resultantes da comercialização combinada de dois ou mais depósitos bancários".
 
Data-valor de reembolso dos juros ou mobilização antecipada
O lançamento a crédito do reembolso no vencimento de depósitos não à ordem deve ser realizado com a data-valor e data de disponibilização do próprio dia. Em caso de mobilização antecipada, o lançamento a crédito deve ser feito o mais tardar, no dia útil seguinte ao do pedido de mobilização, salvo haja outras condições definidas. Já a creditação de juros relativo a qualquer modalidade deve ser feita com a data-valor e da de disponibilização do dia seguinte ao último dia considerado para o cálculo dos mesmos.

18
Ago 09
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A oferta de produtos para poupar para a reforma é vasta. No entanto, os Planos Poupança Reforma (PPR) continuam a ser o produto preferido dos portugueses para investir nos dias dourados. Só no primeiro semestre deste ano, os portugueses investiram 616 milhões de euros nos PPR, ou seja, mais 46% face ao mesmo período do ano anterior, segundo os dados da Associação Portuguesa de Seguradores (APS). Mas mesmo dentro dos PPR há diferentes ofertas. Veja o que precisa de saber sobre este instrumento de poupança.

 
1- O que é um Plano Poupança Reforma (PPR)?
Um PPR é um plano de poupança essencialmente de médio/longo prazo, com o objectivo de constituir um complemento para a idade da reforma. Apesar de um investidor poder iniciar a sua poupança em qualquer altura, o ideal é começar o mais cedo possível.
 
2- Que tipo de instituições podem gerir os PPR?
Os PPR podem ser geridos por sociedades gestoras de fundos de investimento mobiliário, sociedades seguradoras e sociedades gestoras de fundos de pensões.
 
3- Qual a diferença entre fundos de PPR e seguros de PPR?
Os fundos são geridos por sociedades gestoras quer de fundos mobiliários quer de fundos de pensões, enquanto os seguros são geridos pelas seguradoras. Além disso, os seguros PPR têm um risco muito mais reduzido quando comparados com os fundos PPR, nomeadamente os das categorias C e D ( ou seja, que têm uma exposição a acções superior a 15%). Isto significa que, em alturas de fortes quedas no mercado, as rendibilidades dos seguros são mais atraentes, ficando nos períodos de fortes ganhos nos mercados aquém das rendibilidades dos fundos.
 
4- Qual a diferença entre PPR Privado e PPR do Estado?
Uma das principais diferenças é o facto dos PPR do Estado, lançados em Março de 2008, não permitirem resgates antecipados. Nos PPR privados é possível, embora com uma penalização fiscal e eventuais comissões. O regime de contribuições para os PPR do Estado é pouco flexível, com contribuições mensais obrigatórias e alteração da taxa de contribuição apenas uma vez por ano.
 
5- Quais os benefícios fiscais associados aos PPR?
De acordo com o regime fiscal, o montante de dedução à colecta em sede de IRS varia consoante a idade: corresponde a 20% das aplicações, com um máximo de 400 euros por sujeito passivo até 35 anos; 350 euros por investidor com idade entre os 35 e os 50 anos; e os 300 euros por investidor com mais de 50 anos.
 
6- Quais os montantes mínimos de subscrição dos PPR?
Os valores mínimos de subscrição variam bastante, em função não só da entidade gestora, como das características do próprio PPR. De acordo com dados da APFIPP, pode variar, nos fundos de PPR, entre um euro e os 75 mil euros.
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30
Jul 09
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Qual o peso dos créditos no seu orçamento? O seu fundo de emergência é suficiente para prevenir imprevistos? Qual o seu nível de liquidez, actualmente? Estas são apenas algumas das respostas que irá obter depois de fazer o seu 'check up' financeiro.

 
1- Pense no seu orçamento como a contabilidade de uma empresa
Faça um balanço e um mapa de fluxo de dinheiro (receitas e despesas). O balanço vai ajudá-lo a compreender os seus activos e passivos. Em termos práticos, activos é o que coloca dinheiro no bolso e tem valor, e os passivos são as suas dívidas. Por exemplo: depósitos ou a casa são considerados activos. Já o empréstimo da casa é um passivo. O mapa de fluxo de dinheiro permitir-lhe registar todas as entradas e saídas de dinheiro. Por exemplo, os 100 mil euros do crédito da casa são registados como um passivo, mas a prestação, por exemplo, de 400 euros é registada no seu mapa de receitas e despesas.
 
2- Avalie a sua situação líquida
Este indicador vai ajudá-lo a compreender como ficaria a sua situação se utilizasse todos os activos para eliminar os passivos. Por essa razão, deverá aplicar a fórmula: activos - passivos =saldo líquido. Se o resultado for positivo, está no bom caminho. Significa que se vendesse tudo hoje teria dinheiro suficiente para pagar as despesas e ainda sobrava capital. Se for negativo talvez esteja na altura de reavaliar o seu orçamento.
 
3- Avalie a sua liquidez
Ao analisar as suas finanças é importante também avaliar a liquidez. Para isso poderá utilizar a seguinte equação: activos líquidos - passivo circulante = liquidez. São considerados activos líquidos, todos os activos convertíveis em dinheiro em menos de um ano, enquanto o passivo circulante são as dívidas que podem ser pagas até um ano. O resultado indica o seu estado de liquidez e deve ser maior do que um, porque esse é o ponto em que ambos os factores são iguais. O ideal é que o resultado seja maior que dois. Significa que os seus activos líquidos são o dobro das dívidas de curto prazo. Por exemplo se tem 1000 euros em depósitos e tem 500 euros no cartão de crédito, o resultado é 1000/500= dois.
 
4- Elabore um mapa de receitas e despesas
Anote diariamente as suas despesas no seu mapa e verifique quanto é que cada despesa pesa no seu orçamento. No caso das despesas com a casa o ideal é que não pese mais do que 35% do seu orçamento. E nas despesas com a casa incluem-se: o empréstimo, juros e seguro, despesas como água, luz, gás, telefone internet, etc.
 
5- Contabilize o peso das dívidas
Avalie quanto é que os créditos pesam no seu orçamento. Se ultrapassam os 40% e prevê que esse valor aumente, tenha atenção, porque está na zona vermelha. Inicie uma dieta de dívidas e comece por eliminar as dívidas com as taxas de juro mais elevadas.
 
6- Elimine os gastos supérfluos
Avalie as despesas desnecessárias que podem ser reduzidas ou eliminadas, sem que isso afecte o seu bem-estar. Veja quanto pesam no seu orçamento. Pode estar aí a resposta para o facto de não poupar ou de poupar pouco.
 
7- Esteja atento às suas poupanças
Avalie a sua saúde financeira em função do montante mensal que poupa. Se ainda não poupa comece a fazê-lo, por muito pouco que possa parecer. Estabeleça um valor, por exemplo, 10% de poupança que deve ser feita assim que receba. Nunca deixe para o final do mês para ver se sobra, normalmente nunca sobra. Retire esse dinheiro logo no inicio e viva com o restante.
 
8- Crie um fundo de emergência
Para avaliar a sua condição financeira é indispensável que saiba se está prevenido contra imprevistos. Assim sendo, se deixasse hoje de trabalhar, por exemplo, por motivos de desemprego, quantos meses conseguiria sobreviver mantendo o mesmo nível de despesas? O ideal é ter um fundo de emergência (em activos líquidos) que lhe permita viver entre 3 a 6 meses com o mesmo nível de despesas. Ou seja, se tem 500 euros de despesas mensais deverá ter um fundo de emergência entre 1500 e 3000 euros.
 
9- Estabeleça diferentes níveis de poupança
Está a separar as suas poupanças em função dos objectivos? Se a resposta é não, então talvez seja útil começar a fazê-lo. Crie diferentes cestas de poupança. Por exemplo: Cesta de poupança para a reforma, fundo de emergência, cesta para amortizar créditos, cesta de objectivos (carro, férias, etc). Esta organização vai permitir organizar melhor as suas poupanças e aumentar a saúde financeira do seu orçamento familiar.
 
10- Defina objectivos
Trace os seus objectivos de vida (comprar um carro, casa, pagar os estudos, etc) e ajuste o seu orçamento em função desses objectivos. Um casal com 30 anos certamente terá objectivos diferentes de um casal de 50 anos.

15
Jun 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (1)
Os depósitos são um dos produtos financeiros preferidos pelos portugueses que, ao longo dos anos, têm vindo a reforçar o seu investimento neste instrumento. No entanto, os últimos dados do Banco de Portugal mostraram uma inversão. Pela primeira vez, desde Janeiro de 2007, o montante colocado pelos portugueses em depósitos caiu, face ao mês anterior. Em Março, os portugueses tinham 115,42 mil milhões de euros em depósitos, quando em Fevereiro o valor era de 116,6 mil milhões de euros.
 
O regresso de alguns investidores a instrumentos de maior risco, como as acções ou fundos de investimento, assim como a queda dos juros pagos pelos depósitos podem ser algumas das justificações para a descida do montante dos depósitos.
 
Longe parecem ir os tempos em que os depósitos chegaram a pagar mais de 4%. Com a queda das taxas Euribor, que se encontram abaixo dos 1,5%, nos dias de hoje é difícil conseguir encontrar depósitos a prazo que paguem mais de 2% líquidos ao ano. Mas ainda existem algumas instituições financeiras que pagam acima desse valor. Veja quais:
 
Os 5 melhores depósitos a prazo
Depósitos a 12 meses
Instituição 
Nome da conta
Montante mínimo
TANL
 
Banco Popular
 
Depósito Ouro Plus 12 meses
300 €
2,66%
Banif
 
Poupança Banif (on-line) *
250 €
2,32%
BPI
 
DP BPI Net  (250 mil euros) *
250.000 €
2,12%
Banif
 
Poupança Banif (agências)
250 €
2,12%
Banif
 
Depósito Banif@st *
500 €
2,12%
 
Fonte: DECO (Dados actualizados a 4 de Junho)
TANL: Taxa Anual Nominal Líquida
* Depósitos subscritos 'on-line'

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barbara barroso
Bárbara Barroso é jornalista do Dinheiro Vivo, o jornal digital de economia da Controlinveste (plataforma que engloba o DN, JN e TSF). Licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura, fez um Curso Intensivo de Banca, ministrou vários workshops sobre finanças pessoais, investimentos e orçamentos familiares e está a terminar uma certificação em em consultoria financeira pessoal (Certified Financial Planner – CFP), pela Universidade de Boston. Como jornalista foi coordenadora de economia do jornal i e redactora de finanças do Diário Económico, onde desenvolveu o suplemento de finanças pessoais deste jornal. Teve uma rubrica diária sobre poupança na rádio fi fm. Em 2009, lançou o seu primeiro livro: 19 Passos para Sobreviver à Crise. Em 2011 apresenta a sua segunda obra: Tempos Complicados, Soluções Simples - Saiba Como gerir Melhor o Seu Dinheiro.
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Pode calcular AQUI quanto tem de poupar por mês.