25
Nov 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Natal é quase sempre sinónimo de correria e gastar dinheiro. São as compras de última hora, os preparativos para a consoada e dia de Natal mais as lembranças. Entre presentes para a família, amigos e colegas são dezenas de euros que se gastam e, muitas vezes, sem necessidade. Para que esta quadra natalícia não se transforme num pesadelo é necessário planeá-la. Embora o aconselhável seja começar alguns meses antes, ainda vai a tempo de conseguir ter uma quadra festiva descansada e sem grandes percalços financeiros.

Veja algumas das sugestões:

 
1- Comece a planear as compras de Natal com antecedências e distribua as compras por vários meses. Se já não vai a tempo de distribuir por vários meses faça uma lista detalhada das pessoas a quem pretende oferecer presentes e lembranças.
 
2- Utilize o e-mail para desejar as boas festas. É mais fácil, rápido e sem dúvida fica mais em conta do que comprar postais para toda a família e amigos.
 
3- Avalie quanto é que pode gastar em presentes. Estipule um limite no seu orçamento e não o ultrapasse.
 
4- Evite as compras de última hora. Acabará já só por encontrar as sobras, como cairá na tentação de comprar qualquer coisa, independentemente do preço, apenas para não deixar de oferecer um presente.
 
5- Junte-se com outras pessoas e ofereça presentes conjuntos. Além de poupar é sempre possível conseguir comprar presentes melhores.
 
6- Opte por fazer trocas de prendas. Sai sempre muito mais barato do que se tivesse de oferecer um presente a todas as pessoas sozinho.
 
7- Faça os seus próprios presentes em casa personalizados. Existem vários sites na intenet que dão ideias originais para presentes.
 
8- Resista aos apelos da publicidade e não compre por impulso. À medida que faça as compras reavalie a sua lista e veja se ainda está dentro do orçamento que definiu para presentes.
 
9- Previna o incumprimento e não permita que as compras de Natal se traduzam num aumento das suas dívidas (nomeadamente a do cartão de crédito).
 
10- Procure tentar não gastar todo o seu subsídio de férias em presentes de Natal. Aproveite esse rendimento extra e retire uma parcela desse montante para poupança.
 
Deixe o seu comentário e partilhe as suas sugestões de como conseguir gastar menos nesta quadra natalícia!

11
Nov 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Bárbara Barroso, em parceria com o Gabinete da Família – GAF – da Câmara Municipal de Albufeira, vai realizar um workshop sobre finanças pessoais: “Aprender a poupar e a gerir o orçamento familiar”.

 A formação realiza-se no dia 14 de Novembro (sábado), entre as 10h00 e as 13h00, nas instalações do GAF, e é destinada a 15 formandos.
 
O workshop tem como principais objectivos proporcionar aos formandos as ferramentas necessárias para uma gestão cuidada do orçamento familiar.
A formação é composta por duas partes. Na vertente teórica irão ser abordados os conceitos básicos de educação financeira e gestão do orçamento familiar. A parte prática vai incidir na criação de um mapa de custos e um orçamento familiar ajustado a cada formando.
 
Para mais informações contactar o GAF da Câmara Municipal de Albufeira.

30
Jul 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (2)

Qual o peso dos créditos no seu orçamento? O seu fundo de emergência é suficiente para prevenir imprevistos? Qual o seu nível de liquidez, actualmente? Estas são apenas algumas das respostas que irá obter depois de fazer o seu 'check up' financeiro.

 
1- Pense no seu orçamento como a contabilidade de uma empresa
Faça um balanço e um mapa de fluxo de dinheiro (receitas e despesas). O balanço vai ajudá-lo a compreender os seus activos e passivos. Em termos práticos, activos é o que coloca dinheiro no bolso e tem valor, e os passivos são as suas dívidas. Por exemplo: depósitos ou a casa são considerados activos. Já o empréstimo da casa é um passivo. O mapa de fluxo de dinheiro permitir-lhe registar todas as entradas e saídas de dinheiro. Por exemplo, os 100 mil euros do crédito da casa são registados como um passivo, mas a prestação, por exemplo, de 400 euros é registada no seu mapa de receitas e despesas.
 
2- Avalie a sua situação líquida
Este indicador vai ajudá-lo a compreender como ficaria a sua situação se utilizasse todos os activos para eliminar os passivos. Por essa razão, deverá aplicar a fórmula: activos - passivos =saldo líquido. Se o resultado for positivo, está no bom caminho. Significa que se vendesse tudo hoje teria dinheiro suficiente para pagar as despesas e ainda sobrava capital. Se for negativo talvez esteja na altura de reavaliar o seu orçamento.
 
3- Avalie a sua liquidez
Ao analisar as suas finanças é importante também avaliar a liquidez. Para isso poderá utilizar a seguinte equação: activos líquidos - passivo circulante = liquidez. São considerados activos líquidos, todos os activos convertíveis em dinheiro em menos de um ano, enquanto o passivo circulante são as dívidas que podem ser pagas até um ano. O resultado indica o seu estado de liquidez e deve ser maior do que um, porque esse é o ponto em que ambos os factores são iguais. O ideal é que o resultado seja maior que dois. Significa que os seus activos líquidos são o dobro das dívidas de curto prazo. Por exemplo se tem 1000 euros em depósitos e tem 500 euros no cartão de crédito, o resultado é 1000/500= dois.
 
4- Elabore um mapa de receitas e despesas
Anote diariamente as suas despesas no seu mapa e verifique quanto é que cada despesa pesa no seu orçamento. No caso das despesas com a casa o ideal é que não pese mais do que 35% do seu orçamento. E nas despesas com a casa incluem-se: o empréstimo, juros e seguro, despesas como água, luz, gás, telefone internet, etc.
 
5- Contabilize o peso das dívidas
Avalie quanto é que os créditos pesam no seu orçamento. Se ultrapassam os 40% e prevê que esse valor aumente, tenha atenção, porque está na zona vermelha. Inicie uma dieta de dívidas e comece por eliminar as dívidas com as taxas de juro mais elevadas.
 
6- Elimine os gastos supérfluos
Avalie as despesas desnecessárias que podem ser reduzidas ou eliminadas, sem que isso afecte o seu bem-estar. Veja quanto pesam no seu orçamento. Pode estar aí a resposta para o facto de não poupar ou de poupar pouco.
 
7- Esteja atento às suas poupanças
Avalie a sua saúde financeira em função do montante mensal que poupa. Se ainda não poupa comece a fazê-lo, por muito pouco que possa parecer. Estabeleça um valor, por exemplo, 10% de poupança que deve ser feita assim que receba. Nunca deixe para o final do mês para ver se sobra, normalmente nunca sobra. Retire esse dinheiro logo no inicio e viva com o restante.
 
8- Crie um fundo de emergência
Para avaliar a sua condição financeira é indispensável que saiba se está prevenido contra imprevistos. Assim sendo, se deixasse hoje de trabalhar, por exemplo, por motivos de desemprego, quantos meses conseguiria sobreviver mantendo o mesmo nível de despesas? O ideal é ter um fundo de emergência (em activos líquidos) que lhe permita viver entre 3 a 6 meses com o mesmo nível de despesas. Ou seja, se tem 500 euros de despesas mensais deverá ter um fundo de emergência entre 1500 e 3000 euros.
 
9- Estabeleça diferentes níveis de poupança
Está a separar as suas poupanças em função dos objectivos? Se a resposta é não, então talvez seja útil começar a fazê-lo. Crie diferentes cestas de poupança. Por exemplo: Cesta de poupança para a reforma, fundo de emergência, cesta para amortizar créditos, cesta de objectivos (carro, férias, etc). Esta organização vai permitir organizar melhor as suas poupanças e aumentar a saúde financeira do seu orçamento familiar.
 
10- Defina objectivos
Trace os seus objectivos de vida (comprar um carro, casa, pagar os estudos, etc) e ajuste o seu orçamento em função desses objectivos. Um casal com 30 anos certamente terá objectivos diferentes de um casal de 50 anos.

06
Jul 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar
Há cada vez mais famílias a viver com dificuldades financeiras, em parte devido aos baixos rendimentos que têm. O planeamento e gestão cuidada das finanças pessoais são, por isso, essenciais. Isto porque, caso haja algum imprevisto o orçamento familiar entra imediatamente em ruptura. É o caso de Ana e Rui Ribeiro que vivem com cerca de 1000 euros por mês.

 


06
Mai 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (5)
A crise que começou por ser financeira globalizou-se e já chegou a cada um de nós. Mas o pior poderá ainda não ter, sequer, passado. Para muitos portugueses quando parecia impossível apertar mais o cinto, os tempos difíceis obrigaram ainda a mais sacrifícios.
 Por essa razão, esta é a altura certa para nos preocuparmos com o nosso dinheiro, um bem que parece cada vez mais escasso.  A gestão cuidada do orçamento familiar pode ser a chave para escapar do abismo financeiro, antes que seja tarde.  
 As questões a responder são: se deixasse hoje de trabalhar, por algum motivo, quantos meses conseguiria sobreviver mantendo o seu nível de despesas actual? Quais as despesas que pesam mais no seu orçamento familiar? Sabe quais os encargos que pode reduzir? Já começou a preparar a reforma? O que precisa para ser financeiramente independente? As respostas a estas perguntas permitem-lhe avaliar a situação actual das suas finanças e a traçar o caminho a seguir.  
 No livro “19 passos para sobreviver à crise” vai encontrar algumas das ferramentas necessárias para ajudá-lo a avaliar o estado das suas finanças pessoais e a garantir que não irá aumentar a lista de dívidas mas sim, recuperar o controlo das suas finanças pessoais.
 Com este blogue abre-se um novo espaço de discussão sobre todos os temas relacionados com finanças pessoais e a gestão do orçamento familiar. No fundo, tudo aquilo que afecta o nosso bolso. Também estarão disponíveis algumas ferramentas, nomeadamente calculadoras, para que cada utilizador possa simular o seu caso.
 Neste espaço, questões, dúvidas e comentários são sempre bem-vindos. Afinal é da discussão que nasce a luz.
Fico a aguardar pelo seu contributo.
Boas poupanças!
  
 Nota: Nas primeiras semanas o livro “19 Passos para Sobreviver à Crise” apenas estará disponível nos hipermercados Continente. 

o livro

19 passos para sobreviver à crise
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barbara barroso
Bárbara Barroso é jornalista do Dinheiro Vivo, o jornal digital de economia da Controlinveste (plataforma que engloba o DN, JN e TSF). Licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura, fez um Curso Intensivo de Banca, ministrou vários workshops sobre finanças pessoais, investimentos e orçamentos familiares e está a terminar uma certificação em em consultoria financeira pessoal (Certified Financial Planner – CFP), pela Universidade de Boston. Como jornalista foi coordenadora de economia do jornal i e redactora de finanças do Diário Económico, onde desenvolveu o suplemento de finanças pessoais deste jornal. Teve uma rubrica diária sobre poupança na rádio fi fm. Em 2009, lançou o seu primeiro livro: 19 Passos para Sobreviver à Crise. Em 2011 apresenta a sua segunda obra: Tempos Complicados, Soluções Simples - Saiba Como gerir Melhor o Seu Dinheiro.
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Dúvidas e sugestões
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Pode simular AQUI, quanto vai pagar de crédito à habitação.
Pode calcular AQUI quanto tem de poupar por mês.