01
Jun 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (1)

 

O dia 1 de Junho é uma data importante para os mais novos, afinal é o Dia Mundial da Criança. Não será, por isso, de admirar que as crianças façam alguns pedidos neste dia. Aproveitando o mote do Dia Mundial da Criança gostaria de salientar a importância da educação financeira começar a ser ensinada desde tenra idade.
 
É que por muito difícil que possa parecer dizer “não” a alguns pedidos por vezes é mesmo necessário. Dar dinheiro aos filhos sempre que estes pedem ou comprar tudo aquilo que querem é um mau ensinamento. É importante que demonstre que o dinheiro é um bem escasso, custa a ganhar, e, por isso, deve ser utilizado com conta peso e medida. É necessário explicar que cada euro tem de ser ganho a trabalhar e que é preciso poupar para conseguir comprar algumas das coisas que eles querem.
 
Cinco dicas:
 
1.    Comece por explicar de onde vem o dinheiro. Explique que tem de ir trabalhar para ganhar dinheiro. Procure também ensiná-lo a distinguir o que compramos porque “queremos” daquelas coisas que compramos porque “precisamos”
 
2.    Dar o exemplo é fundamental e é essencial que diz esteja de acordo com o que faz, pois os mais novos tendem a imitar os adultos. As crianças reparam em tudo. Se diz ao seu filho que deve poupar mas quando vai às compras tende a gastar quase todo o dinheiro eles vão notar.
 
3.    A semanada ou mesada é a melhor maneira de os ensinar a poupar e perceber a importância de gerir bem o dinheiro. Não interfira nas escolhas do seu filho e se ele ficar sem dinheiro não lhe dê mais. Da próxima vez ele já será mais cuidadoso nos gastos que fizer. Pode começar a dar uma semanada ou mesada desde cedo com valores adequados.
 
4.    O mealheiro continua a ser um clássico e é sempre uma boa maneira de os ensinar a poupar. No fundo, é o primeiro banco deles. Não o obrigue ou force a por dinheiro, não se pretende que ele crie uma aversão à poupança, apenas incentive-o. O ideal é fazer um mealheiro com um recipiente mais ou menos transparente para que as crianças vejam a poupança a crescer.
 
5.    Opte por fazer jogos didácticos com os seus filhos. O Monopólio é um bom exemplo mas também há outras formas simples. Em casa poderá fazer um orçamento familiar, com um simples gráfico circular ou ainda, sempre que faça uma compra de valor pequeno ensine-o a contar o troco
 
 
Apesar de só ter sido hoje inaugurada (dia 1 de Junho), já tive oportunidade de visitar a Kidzania – situada no Dolce Vita Tejo, em Lisboa -, a cidade em miniatura dedicada ao entretenimento e educação das crianças. Aqui os mais novos têm oportunidade de ser “turistas” ou trabalhar. Têm direito a um cheque de 50 kidzos (moeda oficial da cidade) que serve para comprarem algumas coisas ou gastarem em lazer. Quando o dinheiro acaba têm de ir trabalhar. As opções são muitas: desde médicos, jornalistas, juízes, cabeleireiros, manicures, bombeiros, policias, etc. Tudo adequado aos mais novos. E da experiência que tive posso dizer que as crianças adoram ganhar dinheiro e gostam de poupar.
Podem visitar o site para ficarem a conhecer melhor: http://www.kidzania.pt
 
Pode dar o seu exemplo de formas como ensinar os mais novos a poupar. Deixe o seu comentário ou envie a sua sugestão para barbarabarroso@sapo.pt

 


29
Mai 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar
O nível de literacia financeira, em Portugal, é conhecido por ser baixo. No entanto, diariamente os portugueses são confrontados com expressões financeiras que têm implicações directas no seu bolso mas que nem sempre compreendem o que quer dizer. Será que os portugueses sabem realmente o que é: Euribor? Spread?  T.A.E.G.? Inflação?
Fomos para a rua testar os conhecimentos. Veja as respostas no vídeo. 

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barbara barroso
Bárbara Barroso é jornalista do Dinheiro Vivo, o jornal digital de economia da Controlinveste (plataforma que engloba o DN, JN e TSF). Licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura, fez um Curso Intensivo de Banca, ministrou vários workshops sobre finanças pessoais, investimentos e orçamentos familiares e está a terminar uma certificação em em consultoria financeira pessoal (Certified Financial Planner – CFP), pela Universidade de Boston. Como jornalista foi coordenadora de economia do jornal i e redactora de finanças do Diário Económico, onde desenvolveu o suplemento de finanças pessoais deste jornal. Teve uma rubrica diária sobre poupança na rádio fi fm. Em 2009, lançou o seu primeiro livro: 19 Passos para Sobreviver à Crise. Em 2011 apresenta a sua segunda obra: Tempos Complicados, Soluções Simples - Saiba Como gerir Melhor o Seu Dinheiro.
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Pode simular AQUI, quanto vai pagar de crédito à habitação.
Pode calcular AQUI quanto tem de poupar por mês.