13
Out 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Os bancos vão passar a ser obrigados a ter informação mais clara e transparente nos preçários, a partir de 1 de Janeiro de 2010 (data em que as novas regras entram em vigor).

 
Segundo o decreto-lei, publicado em Diário da República a 12 de Outubro, os bancos terão de apresentar de forma clara e legível a lista das comissões e despesas e as taxas de juro referentes aos seus produtos e serviços. Ou seja, as instituições financeiras terão de ser claras relativamente aos seguintes custos: empréstimos à habitação, crédito ao consumo, depósitos e respectivas contas, utilização de cheques e de cartões, assim como processamento de transferências e débitos directos e restantes serviços de pagamento.
 
A informação será harmonizada para que os consumidores possam comparar mais facilmente os preçários praticados pelas diferentes instituições. Os bancos ficam também obrigados a disponibilizar este novo modelo de preçário em todos os balcões, de forma bem sinalizada, assim como nos respectivos sites da Internet, sem que seja necessário que o cliente faça registo prévio.
 
Além destas alterações, o decreto-lei vem ainda acrescentar que vão passar a existir dois novos elementos: o “folheto de comissões e despesas”, e o “folheto de taxas de juro”.
 
No “folheto de comissões e despesas”, os bancos são obrigados a  indicar o valor máximo de todas as comissões que praticam nos produtos e serviços bancários que comercializam, não podendo ser cobradas comissões que não constem do preçário. Ainda neste documento, as instituições terão de identificar de forma clara as comissões que são cobradas directamente pelos bancos, assim como as que dizem respeito a outros encargos, cobrados por entidades terceiras, como conservatórias e cartórios.
 
No “folheto de taxas de juro”, que passa também a constar do novo modelo de preçário, os bancos terão de indicar as taxas de juro aplicadas aos empréstimos que concedem assim como dos depósitos que recebem. Entre as taxas que devem ser comunicadas, encontram-se a taxa anual nominal bruta dos depósitos (TANB), a taxa anual efectiva (TAE) e a taxa anual de encargos efectiva global (TAEG) das operações de crédito, e ainda as convenções subjacentes ao cálculo dos juros.

 


16
Set 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (5)

“A força mais poderosa do universo é o juro composto.” Albert Einstein

 
Investir pensando no retorno obtido com juros simples ou juros compostos pode ser a diferença entre conseguir uma poupança e obter a sua independência financeira. Embora algumas pessoas tenham aprendido como se processa o juro composto, a verdade é que são poucas as que aplicam a filosofia dos juros compostos às suas finanças e, por isso, é sempre bom sempre relembrar. Para quem nunca ouviu falar está aqui uma oportunidade de começar a olhar para os seus investimentos de outra forma.
 
À partida pode parecer ousado dizer que o juro composto pode contribuir para a sua independência financeira, mas o que é certo é que esta foi uma das estratégias utilizadas pelo multimilionário Warren Buffett e está visto onde conseguiu chegar, simplesmente através dos seus investimentos. Buffett mantém-se no topo da lista dos homens mais ricos do mundo.
 
Basicamente, o juro composto consiste em acumular juros sobre juros, o que acabará por levar a que o capital aumente a cada período de juros. Assim mesmo que invista, por exemplo, 1000 euros no início, e não fizer mais reforços conseguirá obter um maior retorno do que se optar pelo juros simples. Isto porque, o juro simples é calculado apenas sobre o capital inicial, não existindo capitalização de juros.
 

Para compreender melhor o poder dos juros compostos veja na tabela como crescem 1.000€ ao longo do tempo, mesmo que não reforce mais o seu investimento. Ou seja, mesmo que não aplique mais dinheiro. Ao final de 25 anos, com o juro composto, já terá mais do dobro do que com o juro simples.  

 

  

Como crescem 1.000 euros a uma taxa de 7,5%
Anos Juros Simples Juros Compostos
5

1.375€

1.436€
10 1.750€ 2.061€
15 2.125€ 2.959€
20 2.500€ 4.248€
25

2.875€

6.098€
30 3.250€ 8,755€
35 3.625€ 12.569€

 

 

No gráfico é visível que, à medida que o tempo passa, a capitalização dos juros compostos faz com que o investimento se distancie do retorno dos juros simples. A partir dos 25 anos de investimento a diferença dispara.

 

 

A diferença entre o capital conseguido com juros simples e compostos é notória, como é visível no quadro e gráficos acima, e nem sequer há reforços. Agora imagine se ao capital investido inicialmente juntar o dinheiro da poupança mensal? A diferença será ainda maior.
 
Mas para compreender melhor a importância entre apenas poupar, e manter o dinheiro parado, e investir, veja a tabela em baixo. Se é daquelas pessoas que até faz uma poupança mensal mas não aplica o seu dinheiro, veja quanto não poderia estar a ganhar se o fizesse.
 
Com os juros compostos, no longo prazo, terá muito mais dinheiro. Por exemplo, ao final de 30 anos terá mais cerca de 100 mil euros do que se apenas poupasse e deixasse o dinheiro parado no banco. E para este caso nem sequer se está a descontar a inflação, porque se assim fosse, o dinheiro valeria menos ao longo do tempo.
 
 
Quanto terá se poupar 100 euros por mês?
De um lado quem opta por deixar o dinheiro parado, sem investir. Do outro quem investe os 100 euros mensais numa lógica de juros compostos (juro de 7,5%).
Anos Poupar sem investir Poupar e investir com juros compostos
5

6.000€

7.398€
10 12.000€ 18.004€
15 18.000€ 33.418€
20 24.000€ 55.819€
25 30.000€ 88.374€
30 36.000€ 135.687€
35 42.000€ 204.445€

 


11
Ago 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (2)

Com as taxas Euribor em mínimos históricos será esta uma boa altura para fixar a taxa, no crédito à habitação? Depende da perspectiva de evolução dos juros e da taxa fixa que o seu banco lhe oferecer. Para uma pessoa que se queira proteger de oscilações dos juros, pelo menos nos próximos anos, esta poderá ser uma boa altura. No entanto, é importante frisar que trata-se de uma escolha que cabe a cada pessoa.

 
Apesar das taxas fixas praticadas variarem de banco para banco é possível chegar a um valor médio de uma taxa fixa de 4,3% (acrescido de 'spread' de 1,8%).
 
Desta forma, um cliente com um crédito à habitação de 100 mil euros a 30 anos, se optasse por fixar a taxa durante cinco anos, teria uma prestação mensal de 605,99 euros. Para o mesmo caso, mas se o cliente optasse por indexar o empréstimo à Euribor a seis meses, acrescida de um 'spread' de 1,8%, estaria a pagar 422,30 euros. Feitas as contas, significa uma diferença de 183,70 euros na prestação. Ao final de um ano, optar pela taxa fixa custaria mais 2.204,36 euros, em relação ao empréstimo indexado à taxa Euribor. É este o preço para, durante cinco anos, não ter de se preocupar com a eventual subida dos juros.
 
Embora a diferença, à partida, pareça não compensar, tudo dependerá da evolução da Euribor, neste caso, nos próximos cinco anos. Caso a Euribor ultrapasse este valor, e o cliente e fixasse hoje a taxa já estaria a ganhar. Recorde-se que, em Outubro do ano passado, as taxas Euribor chegaram a ultrapassar a fasquia dos 5%.
 
Taxa fixa praticada pelos principais bancos:
 
CGD - taxa fixa de 2 a 40 anos. As taxas começam nos 2,1% e vão até 4,35%, tendo de ser acrescidas ainda do 'spread'.
BCP - oferece apenas taxa fixa a 5 anos. A taxa é de 3,30%, à qual tem de se acrescer o 'spread'.
BES - taxa fixa de 2 anos até 40 anos. As taxas começam nos 2,397%, já com um 'spread' de 0,6 incluído.
Santander - apenas tem taxa fixa a 5 anos, com uma taxa de 2,873%, à qual é acrescido o 'spread', que varia entre 0,7% e 2,4%.
Montepio - taxa fixa de 2 a 15 anos, variando de um mínimo de 3,8% e 7,65% (já com os 'spreads' incluídos).
Crédito Agrícola - taxa fixa de 3 a 15 anos. As taxas variam entre 3,35% e 6,9% (já com 'spread' incluído).
Barclays - taxa fixa entre 2 e 30 anos. Actualmente tem uma campanha para taxa fixa a 1 ano.
BBVA - taxa fixa de 3 até 30 anos. A taxa máxima pode atingir os 5,9%, já com spread incluído.

22
Jun 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (7)

"Tenho um crédito à habitação e continuo sem perceber afinal qual é o mês que tem influência na minha prestação, e mesmo no banco já ouvi diferentes versões. Sendo a revisão do meu crédito em Agosto, com a Euribor a seis meses, como será calculada a Euribor? Gostaria também de saber onde posso ver os valores da Euribor. Obrigada"

(Raquel Pereira, Lisboa)

  

Para efeitos do cálculo da prestação do crédito à habitação é utilizada a média mensal do mês anterior ao da revisão, devendo ser calculada a média com a taxa que está indexada ao empréstimo. Ou seja, para quem tem a Euribor a três meses, é feita a média dessa taxa. Nos empréstimos indexados à Euribor a seis meses, é calculada a média mensal dessa taxa, e assim sucessivamente.
 
No caso da leitora, cuja revisão irá ocorrer em Agosto e tem a Euribor a seis meses, para o cálculo da próxima prestação será utilizada a média mensal da Euribor a seis meses registada no mês anterior (neste caso, Julho). No entanto, só irá pagar, de facto, a nova prestação em Setembro, devendo receber no mês de Agosto uma carta do banco que indicará o novo montante.
 
Relativamente ao histórico das médias da taxas Euribor, pode consultar no site do Banco de Portugal. Aqui no blog também vai encontrar as médias mensais das taxas Euribor a 3, 6 e 12 meses, desde o início do ano.
 
Utilize o simulador de crédito à habitação para saber qual o valor da prestação do seu empréstimo.

 


21
Jun 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

A média mensal da Euribor serve de referência para o cálculo da prestação do crédito à habitação. Consulte aqui a evolução das médias mensais das taxas a três, seis e 12 meses desde o início deste ano.

  

Média mensal das taxas Euribor
  Euribor a 3 meses Euribor a 6 meses Euribor a 12 meses
Jan - 09 2,457 2,539 2,622
Fev - 09 1,943 2,034 2,135
Mar - 09 1,635 1,775 1,909
Abr - 09 1,422 1,608 1,771
Mai - 09 1,282 1,480 1,644
Jun - 09 1,228 1,436 1,610
Jul - 09 0,975 1,213 1,412
Ago - 09 0,860 1,115 1,334
Set - 09 0,772 1,042 1,261

 Fonte: Bloomberg

 

O que é a Euribor?

 A Euribor (Euro Interbank Offered Rate) é uma taxa interbancária que resulta da média das taxas da oferta de fundos praticadas entre um painel de 57 bancos (51 dos mais importantes bancos europeus e 6 bancos internacionais com representatividade na zona Euro). Diariamente é feita uma média das taxas a que estes bancos emprestam dinheiro entre si, que resulta na Euribor.
 
Utilize o simulador de crédito à habitação para saber o valor da prestação do seu empréstimo.

 

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barbara barroso
Bárbara Barroso é jornalista do Dinheiro Vivo, o jornal digital de economia da Controlinveste (plataforma que engloba o DN, JN e TSF). Licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura, fez um Curso Intensivo de Banca, ministrou vários workshops sobre finanças pessoais, investimentos e orçamentos familiares e está a terminar uma certificação em em consultoria financeira pessoal (Certified Financial Planner – CFP), pela Universidade de Boston. Como jornalista foi coordenadora de economia do jornal i e redactora de finanças do Diário Económico, onde desenvolveu o suplemento de finanças pessoais deste jornal. Teve uma rubrica diária sobre poupança na rádio fi fm. Em 2009, lançou o seu primeiro livro: 19 Passos para Sobreviver à Crise. Em 2011 apresenta a sua segunda obra: Tempos Complicados, Soluções Simples - Saiba Como gerir Melhor o Seu Dinheiro.
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