14
Jan 10
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O ano de 2009 foi risonho para os investidores, sobretudo aqueles que investiram a partir de Março, altura em que os mercados bolsistas iniciaram um ciclo ascendente.

 
Para os pequenos investidores que não têm muito capital disponível, nem tempo para acompanhar a par e passo o que se passa nos mercados, a melhor maneira de investir em bolsa é através de fundos de investimento. Através destes fundos não só tem possibilidade de aceder a vários mercados com facilidade como constituirá uma carteira diversificada e gerida por profissionais.
 
Todos os bancos, por norma, têm fundos à disposição geridos pelas equipas do mesmo grupo. No entanto, se quiser ter acesso a uma oferta mais vasta pode sempre recorrer aos conhecidos como bancos online, ou “supermercados de fundos”: Activobank7, Banco Best ou Banco Big. Mas convém não esquecer que, tendo em conta que estes produtos são geridos por profissionais, os fundos têm comissões associadas. Deve procurar saber quais as comissões associadas antes de investir.
 
Embora os gestores de fundos façam sempre questão de dizer que “rendibilidades passadas não são garantias de ganhos futuros”, veja quais foram os fundos de investimento que mais renderam em 2009. Praticamente todos os 10 fundos renderam 50% ou mais, sendo que a maioria apostou nos mercados emergentes, o que se revelou uma boa aposta. 

 

Top 10 dos fundos

Fundo Rendibilidade
1 Espírito Santo Mercados Emergentes

70,05%

2 Millennium Mercados Emergentes 68,73%
3 BPI Brasil 66,46%
4 Caixagest Acções Oriente 58,97%
5 Caixagest Acções Emergentes 56,92%
6 Esp.Santo Multireforma Acções 53,08%
7 Espírito Santo Brasil 52,32%
8 Multi Gestão Mercados Emergentes 52,57%
9 Espírito Santo PPA 50,18%
10 Santander Accões Portugal 48,40%

Fonte: APFIPP

 

 


11
Nov 09
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Bárbara Barroso, em parceria com o Gabinete da Família – GAF – da Câmara Municipal de Albufeira, vai realizar um workshop sobre finanças pessoais: “Aprender a poupar e a gerir o orçamento familiar”.

 A formação realiza-se no dia 14 de Novembro (sábado), entre as 10h00 e as 13h00, nas instalações do GAF, e é destinada a 15 formandos.
 
O workshop tem como principais objectivos proporcionar aos formandos as ferramentas necessárias para uma gestão cuidada do orçamento familiar.
A formação é composta por duas partes. Na vertente teórica irão ser abordados os conceitos básicos de educação financeira e gestão do orçamento familiar. A parte prática vai incidir na criação de um mapa de custos e um orçamento familiar ajustado a cada formando.
 
Para mais informações contactar o GAF da Câmara Municipal de Albufeira.

25
Out 09
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A isenção de tributação de mais-valias com acções aplica-se em todas as situações?
Não. Nas acções que são detidas há mais de 12 meses, as mais-valias realizadas aquando da sua alienação não são tributadas em IRS. Esta isenção aplica-se às acções emitidas quer por entidades residentes, quer não residentes. Já se as acções são detidas há 12 meses ou menos, o saldo positivo entre as mais-valias e as menos-valias resultantes da alienação é tributado em IRS, à taxa especial de 10%, sem prejuízo de o titular residente optar pelo seu englobamento.
 
É obrigatório ter de optar pelo englobamento dos dividendos de acções nacionais?
Não. O englobamento é facultativo para residentes, sendo reduzido em 50% relativamente a lucros distribuídos por entidades residentes em Portugal ou noutros países da União Europeia que preencham os requisitos e condições estabelecidos no artigo 2º da directiva Mães-Filhas. Desta forma, os dividendos distribuídos por acções nacionais são tributados a uma taxa de 20% que incide sobre 50% do rendimento. Caso o titular, atendendo à sua concreta situação tributária, optar pelo englobamento deste rendimento, apenas será considerado 50% do montante total dos dividendos que lhe sejam distribuídos ou que sejam colocados à sua disposição, sendo tributado às taxas aplicáveis aos escalões de rendimentos do titular. Em caso de englobamento têm de ser declarados todos os outros rendimentos de capitais.
 
Os certificados de reforma (PPR Público) têm algum benefício fiscal associado?
Sim. Tal como nos Planos Poupança Reforma (PPR), também os certificados de reforma (CR) permitem uma dedução à colecta de 20% dos valores aplicados até ao limite máximo de 350 euros. Nos PPR, a dedução à colecta corresponde também a 20% do valor investido até ao limite máximo de 400 euros para contribuintes com idade inferior a 35 anos; 350 euros para quem tiver entre os 35 e os 50 anos; e 300 euros com idade superior a 50 anos. O benefício fiscal dos CR acumula com o dos PPR, assim, se tiver ambos os produtos, poderá poupar até 750 euros (400 euros do PPR e 350 do CR). Contudo, se optasse por dois produtos do sistema privado e neles aplicasse em cada um o montante que permite o benefício fiscal máximo, apenas um deles seria aceite.
 
Os rendimentos de contas bancárias têm de ser mencionados na declaração de IRS?
Não. Os juros dos depósitos à ordem e a prazo são tributados na fonte pelo banco, na data de vencimento dos juros, à taxa liberatória de 20%. Ou seja, quando recebe os juros estes já estão líquidos de impostos. O mesmo sucede com os certificados de aforro. No entanto, pode optar pelo englobamento dos juros aos rendimentos de outras categorias. No entanto, só compensa se o rendimento colectável (incluindo juros brutos) for inferior a 7.192 euros e, por isso, estiver sujeito à taxa máxima de imposto de 13%, e só dispor destes produtos, uma vez que, caso tenha mais investimentos terá de os declarar a todos. Neste caso terá vantagem em englobar os juros pois a taxa de imposto retida pelo banco (20%) é superior à de IRS(13%). A diferença de 7% poderá ser recuperada no reembolso do IRS ou pagando menos imposto, caso opte pelo englobamento. Sempre que a taxa de imposto a que estiver sujeito for superior a 13%, não é vantajoso englobar os juros dos depósitos bancários.
 
As mais-valias de obrigações estão excluídas de tributação de IRS, mesmo se adquiridas há menos de 12 meses?
As mais-valias geradas com a alienação de obrigações encontram-se excluídas de tributação, em sede de IRS, independentemente do respectivo período de detenção. 

16
Set 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (5)

“A força mais poderosa do universo é o juro composto.” Albert Einstein

 
Investir pensando no retorno obtido com juros simples ou juros compostos pode ser a diferença entre conseguir uma poupança e obter a sua independência financeira. Embora algumas pessoas tenham aprendido como se processa o juro composto, a verdade é que são poucas as que aplicam a filosofia dos juros compostos às suas finanças e, por isso, é sempre bom sempre relembrar. Para quem nunca ouviu falar está aqui uma oportunidade de começar a olhar para os seus investimentos de outra forma.
 
À partida pode parecer ousado dizer que o juro composto pode contribuir para a sua independência financeira, mas o que é certo é que esta foi uma das estratégias utilizadas pelo multimilionário Warren Buffett e está visto onde conseguiu chegar, simplesmente através dos seus investimentos. Buffett mantém-se no topo da lista dos homens mais ricos do mundo.
 
Basicamente, o juro composto consiste em acumular juros sobre juros, o que acabará por levar a que o capital aumente a cada período de juros. Assim mesmo que invista, por exemplo, 1000 euros no início, e não fizer mais reforços conseguirá obter um maior retorno do que se optar pelo juros simples. Isto porque, o juro simples é calculado apenas sobre o capital inicial, não existindo capitalização de juros.
 

Para compreender melhor o poder dos juros compostos veja na tabela como crescem 1.000€ ao longo do tempo, mesmo que não reforce mais o seu investimento. Ou seja, mesmo que não aplique mais dinheiro. Ao final de 25 anos, com o juro composto, já terá mais do dobro do que com o juro simples.  

 

  

Como crescem 1.000 euros a uma taxa de 7,5%
Anos Juros Simples Juros Compostos
5

1.375€

1.436€
10 1.750€ 2.061€
15 2.125€ 2.959€
20 2.500€ 4.248€
25

2.875€

6.098€
30 3.250€ 8,755€
35 3.625€ 12.569€

 

 

No gráfico é visível que, à medida que o tempo passa, a capitalização dos juros compostos faz com que o investimento se distancie do retorno dos juros simples. A partir dos 25 anos de investimento a diferença dispara.

 

 

A diferença entre o capital conseguido com juros simples e compostos é notória, como é visível no quadro e gráficos acima, e nem sequer há reforços. Agora imagine se ao capital investido inicialmente juntar o dinheiro da poupança mensal? A diferença será ainda maior.
 
Mas para compreender melhor a importância entre apenas poupar, e manter o dinheiro parado, e investir, veja a tabela em baixo. Se é daquelas pessoas que até faz uma poupança mensal mas não aplica o seu dinheiro, veja quanto não poderia estar a ganhar se o fizesse.
 
Com os juros compostos, no longo prazo, terá muito mais dinheiro. Por exemplo, ao final de 30 anos terá mais cerca de 100 mil euros do que se apenas poupasse e deixasse o dinheiro parado no banco. E para este caso nem sequer se está a descontar a inflação, porque se assim fosse, o dinheiro valeria menos ao longo do tempo.
 
 
Quanto terá se poupar 100 euros por mês?
De um lado quem opta por deixar o dinheiro parado, sem investir. Do outro quem investe os 100 euros mensais numa lógica de juros compostos (juro de 7,5%).
Anos Poupar sem investir Poupar e investir com juros compostos
5

6.000€

7.398€
10 12.000€ 18.004€
15 18.000€ 33.418€
20 24.000€ 55.819€
25 30.000€ 88.374€
30 36.000€ 135.687€
35 42.000€ 204.445€

 


28
Ago 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Devo amortizar o empréstimo ou investir o dinheiro? Esta é uma dúvida que oiço muitas vezes, sobretudo quando as pessoas conseguem algum dinheiro extra (rendimento, subsidio de férias, etc).

 
Claro que cada caso é único e as contas são sempre necessárias. No entanto, de uma forma simples, a melhor maneira de começar a avaliar qual a opção mais vantajosa é comparando a taxa que está a pagar, pelo empréstimo, com o juro que irá conseguir receber se investir o dinheiro (claro que no caso do mercado accionista é imprevisível).
 
Mas diminuir o peso das dívidas, sobretudo quando estas acarretam o pagamento de juros, é claramente uma boa escolha. Desta forma, se tiver algum dinheiro de parte, ou conseguir constituir uma poupança aproveite para amortizar os créditos, começando pelos que têm o juro mais elevado.
 
Afinal, mesmo que esteja a ganhar 3% ao ano num depósito, se tiver uma dívida com juros de 20%, está a perder dinheiro, uma vez que está a pagar um juro mais elevado do que o banco o remunera a si.

15
Jun 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (1)
Os depósitos são um dos produtos financeiros preferidos pelos portugueses que, ao longo dos anos, têm vindo a reforçar o seu investimento neste instrumento. No entanto, os últimos dados do Banco de Portugal mostraram uma inversão. Pela primeira vez, desde Janeiro de 2007, o montante colocado pelos portugueses em depósitos caiu, face ao mês anterior. Em Março, os portugueses tinham 115,42 mil milhões de euros em depósitos, quando em Fevereiro o valor era de 116,6 mil milhões de euros.
 
O regresso de alguns investidores a instrumentos de maior risco, como as acções ou fundos de investimento, assim como a queda dos juros pagos pelos depósitos podem ser algumas das justificações para a descida do montante dos depósitos.
 
Longe parecem ir os tempos em que os depósitos chegaram a pagar mais de 4%. Com a queda das taxas Euribor, que se encontram abaixo dos 1,5%, nos dias de hoje é difícil conseguir encontrar depósitos a prazo que paguem mais de 2% líquidos ao ano. Mas ainda existem algumas instituições financeiras que pagam acima desse valor. Veja quais:
 
Os 5 melhores depósitos a prazo
Depósitos a 12 meses
Instituição 
Nome da conta
Montante mínimo
TANL
 
Banco Popular
 
Depósito Ouro Plus 12 meses
300 €
2,66%
Banif
 
Poupança Banif (on-line) *
250 €
2,32%
BPI
 
DP BPI Net  (250 mil euros) *
250.000 €
2,12%
Banif
 
Poupança Banif (agências)
250 €
2,12%
Banif
 
Depósito Banif@st *
500 €
2,12%
 
Fonte: DECO (Dados actualizados a 4 de Junho)
TANL: Taxa Anual Nominal Líquida
* Depósitos subscritos 'on-line'

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19 passos para sobreviver à crise
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barbara barroso
Bárbara Barroso é jornalista do Dinheiro Vivo, o jornal digital de economia da Controlinveste (plataforma que engloba o DN, JN e TSF). Licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura, fez um Curso Intensivo de Banca, ministrou vários workshops sobre finanças pessoais, investimentos e orçamentos familiares e está a terminar uma certificação em em consultoria financeira pessoal (Certified Financial Planner – CFP), pela Universidade de Boston. Como jornalista foi coordenadora de economia do jornal i e redactora de finanças do Diário Económico, onde desenvolveu o suplemento de finanças pessoais deste jornal. Teve uma rubrica diária sobre poupança na rádio fi fm. Em 2009, lançou o seu primeiro livro: 19 Passos para Sobreviver à Crise. Em 2011 apresenta a sua segunda obra: Tempos Complicados, Soluções Simples - Saiba Como gerir Melhor o Seu Dinheiro.
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