28
Ago 09
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Devo amortizar o empréstimo ou investir o dinheiro? Esta é uma dúvida que oiço muitas vezes, sobretudo quando as pessoas conseguem algum dinheiro extra (rendimento, subsidio de férias, etc).

 
Claro que cada caso é único e as contas são sempre necessárias. No entanto, de uma forma simples, a melhor maneira de começar a avaliar qual a opção mais vantajosa é comparando a taxa que está a pagar, pelo empréstimo, com o juro que irá conseguir receber se investir o dinheiro (claro que no caso do mercado accionista é imprevisível).
 
Mas diminuir o peso das dívidas, sobretudo quando estas acarretam o pagamento de juros, é claramente uma boa escolha. Desta forma, se tiver algum dinheiro de parte, ou conseguir constituir uma poupança aproveite para amortizar os créditos, começando pelos que têm o juro mais elevado.
 
Afinal, mesmo que esteja a ganhar 3% ao ano num depósito, se tiver uma dívida com juros de 20%, está a perder dinheiro, uma vez que está a pagar um juro mais elevado do que o banco o remunera a si.

25
Ago 09
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As seguradoras vão passar a ser obrigadas a cumprir prazos no reembolso do capital investido em seguros de capitalização e Planos Poupança Reforma (PPR) sob a forma de seguros, segundo circular emitida pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP).

Desta forma, os prazos máximos de reembolso do dinheiro investido em PPR e seguros de capitalização passam a ser os seguintes: 
  • Reembolso do capital, no término do contrato – máx. 5 dias úteis
  • Resgate antecipado do dinheiro investido – máx. 10 dias úteis
  • Reembolso, em caso de morte do subscritor, aos herdeiros ou beneficiário (caso seja diferente dos herdeiros legais) – máx. 20 dias úteis

 


24
Ago 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Há novas regras nos depósitos. O Banco de Portugal voltou a apertar o cerco às instituições financeiras no que se refere aos depósitos, obrigando-as a ser mais claras na informação prestada sobre estes produtos. As alterações abrangem os depósitos à ordem, a prazo e depósitos estruturados (depósitos indexados e duais), sendo que as novas regras aplicam-se apenas aos contratos de depósitos celebrados após a sua entrada em vigor. Saiba o que vai mudar.

 
Depósitos à ordem: contas a descoberto
A facilidade de descoberto associado a uma conta à ordem vai passar a exigir que o cliente assine um documento exclusivo para este efeito.
De acordo com o Aviso do Banco de Portugal (BdP), publicado em Diário da República, a subscrição desta facilidade de descoberto tem de ser feita através da aposição da respectiva assinatura em documento separado e exclusivo para esse efeito, que estabeleça as condições aplicáveis à facilidade de descoberto.
O BdP tenta assim evitar que ocorram situações em que os clientes sejam confrontados com descobertos associados às suas contas à ordem, sem que o tenham autorizado. Na prática, o cliente pode, à partida, eliminar a "tentação", já que se não assinar um documento específico o banco não poderá disponibilizar esta hipótese.
No caso de cobrança de juros, por utilização do descoberto, os bancos terão de indicar não só as datas de início e final de período, como também a data da cobrança, montante de juros cobrados, taxa anual nominal, impostos, assim como os montantes a descoberto e datas da utilização.
 
Depósitos com capital garantido
Com as novas regras, introduzidas pelo Banco de Portugal, apenas podem ser denominados de "depósitos", os instrumentos financeiros com garantia do capital investido. De acordo com o aviso publicado em Diário da República, independentemente do modo de determinação da taxa de remuneração, mobilização antecipada, total ou parcial, do depósito, ou quaisquer outras circunstâncias, a remuneração não pode ser negativa. Isto quer dizer que o montante a entregar ao cliente não pode ser inferior ao depositado. Para prevenir que seja utilizada a denominação de "depósito" indevidamente, os prospectos dos depósitos passam a estar sujeitos à aprovação do BdP. O diploma esclarece que "qualquer que seja o modo de determinação da taxa de remuneração de um depósito, esta não pode, em quaisquer circunstâncias, ser negativa".
 
Fichas com informação normalizada
Antes mesmo da subscrição de um depósito as instituições financeiras terão de disponibilizar aos clientes uma ficha de informação normalizada. Esta terá informação relativa à designação do depósito, montante depositado, taxa de remuneração, cálculo de juros, comissões, impostos, etc. O Aviso do BdP adianta que, "quando as instituições de crédito divulguem depósitos no seu sítio na Internet, devem igualmente disponibilizar as respectivas fichas de informação normalizada, em local bem visível e de acesso directo a partir das páginas em que esses depósitos sejam divulgados. Estas regras, que entram em vigor a 18 de Novembro, são apenas aplicáveis aos novos depósitos subscritos depois da entrada em vigor do diploma.
 
Informação periódica
Além de toda a informação, que deverá ser facultada aos clientes no momento inicial de subscrição de um depósito (como montante, comissões, taxa de remuneração, cálculo de juros, regime fiscal, etc), os bancos ficam ainda obrigados a prestar informação periódica. No caso dos depósitos a prazo a mais de um ano, com uma periodicidade mínima anual, e no caso dos depósitos com prazo inicial inferior a um ano, com uma periodicidade mensal.
 
Depósitos estruturados (indexados e duais)
As alterações abrangem ainda os depósitos indexados e duais. Os bancos passam a ter de disponibilizar uma ficha normalizada com a informação sobre garantia de capital, risco e características do produto, perfil de cliente, mobilização antecipada, renovação, etc. Também o prospecto destes produtos está sujeito a aprovação do Banco de Portugal. Segundo o diploma, são considerados depósitos indexados aqueles cuja rentabilidade está associada "total ou parcialmente à evolução de outros instrumentos ou variáveis financeiras ou económicas relevantes". Já os depósitos duais, entende-se como "produtos financeiros resultantes da comercialização combinada de dois ou mais depósitos bancários".
 
Data-valor de reembolso dos juros ou mobilização antecipada
O lançamento a crédito do reembolso no vencimento de depósitos não à ordem deve ser realizado com a data-valor e data de disponibilização do próprio dia. Em caso de mobilização antecipada, o lançamento a crédito deve ser feito o mais tardar, no dia útil seguinte ao do pedido de mobilização, salvo haja outras condições definidas. Já a creditação de juros relativo a qualquer modalidade deve ser feita com a data-valor e da de disponibilização do dia seguinte ao último dia considerado para o cálculo dos mesmos.

18
Ago 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

A oferta de produtos para poupar para a reforma é vasta. No entanto, os Planos Poupança Reforma (PPR) continuam a ser o produto preferido dos portugueses para investir nos dias dourados. Só no primeiro semestre deste ano, os portugueses investiram 616 milhões de euros nos PPR, ou seja, mais 46% face ao mesmo período do ano anterior, segundo os dados da Associação Portuguesa de Seguradores (APS). Mas mesmo dentro dos PPR há diferentes ofertas. Veja o que precisa de saber sobre este instrumento de poupança.

 
1- O que é um Plano Poupança Reforma (PPR)?
Um PPR é um plano de poupança essencialmente de médio/longo prazo, com o objectivo de constituir um complemento para a idade da reforma. Apesar de um investidor poder iniciar a sua poupança em qualquer altura, o ideal é começar o mais cedo possível.
 
2- Que tipo de instituições podem gerir os PPR?
Os PPR podem ser geridos por sociedades gestoras de fundos de investimento mobiliário, sociedades seguradoras e sociedades gestoras de fundos de pensões.
 
3- Qual a diferença entre fundos de PPR e seguros de PPR?
Os fundos são geridos por sociedades gestoras quer de fundos mobiliários quer de fundos de pensões, enquanto os seguros são geridos pelas seguradoras. Além disso, os seguros PPR têm um risco muito mais reduzido quando comparados com os fundos PPR, nomeadamente os das categorias C e D ( ou seja, que têm uma exposição a acções superior a 15%). Isto significa que, em alturas de fortes quedas no mercado, as rendibilidades dos seguros são mais atraentes, ficando nos períodos de fortes ganhos nos mercados aquém das rendibilidades dos fundos.
 
4- Qual a diferença entre PPR Privado e PPR do Estado?
Uma das principais diferenças é o facto dos PPR do Estado, lançados em Março de 2008, não permitirem resgates antecipados. Nos PPR privados é possível, embora com uma penalização fiscal e eventuais comissões. O regime de contribuições para os PPR do Estado é pouco flexível, com contribuições mensais obrigatórias e alteração da taxa de contribuição apenas uma vez por ano.
 
5- Quais os benefícios fiscais associados aos PPR?
De acordo com o regime fiscal, o montante de dedução à colecta em sede de IRS varia consoante a idade: corresponde a 20% das aplicações, com um máximo de 400 euros por sujeito passivo até 35 anos; 350 euros por investidor com idade entre os 35 e os 50 anos; e os 300 euros por investidor com mais de 50 anos.
 
6- Quais os montantes mínimos de subscrição dos PPR?
Os valores mínimos de subscrição variam bastante, em função não só da entidade gestora, como das características do próprio PPR. De acordo com dados da APFIPP, pode variar, nos fundos de PPR, entre um euro e os 75 mil euros.
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11
Ago 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (2)

Com as taxas Euribor em mínimos históricos será esta uma boa altura para fixar a taxa, no crédito à habitação? Depende da perspectiva de evolução dos juros e da taxa fixa que o seu banco lhe oferecer. Para uma pessoa que se queira proteger de oscilações dos juros, pelo menos nos próximos anos, esta poderá ser uma boa altura. No entanto, é importante frisar que trata-se de uma escolha que cabe a cada pessoa.

 
Apesar das taxas fixas praticadas variarem de banco para banco é possível chegar a um valor médio de uma taxa fixa de 4,3% (acrescido de 'spread' de 1,8%).
 
Desta forma, um cliente com um crédito à habitação de 100 mil euros a 30 anos, se optasse por fixar a taxa durante cinco anos, teria uma prestação mensal de 605,99 euros. Para o mesmo caso, mas se o cliente optasse por indexar o empréstimo à Euribor a seis meses, acrescida de um 'spread' de 1,8%, estaria a pagar 422,30 euros. Feitas as contas, significa uma diferença de 183,70 euros na prestação. Ao final de um ano, optar pela taxa fixa custaria mais 2.204,36 euros, em relação ao empréstimo indexado à taxa Euribor. É este o preço para, durante cinco anos, não ter de se preocupar com a eventual subida dos juros.
 
Embora a diferença, à partida, pareça não compensar, tudo dependerá da evolução da Euribor, neste caso, nos próximos cinco anos. Caso a Euribor ultrapasse este valor, e o cliente e fixasse hoje a taxa já estaria a ganhar. Recorde-se que, em Outubro do ano passado, as taxas Euribor chegaram a ultrapassar a fasquia dos 5%.
 
Taxa fixa praticada pelos principais bancos:
 
CGD - taxa fixa de 2 a 40 anos. As taxas começam nos 2,1% e vão até 4,35%, tendo de ser acrescidas ainda do 'spread'.
BCP - oferece apenas taxa fixa a 5 anos. A taxa é de 3,30%, à qual tem de se acrescer o 'spread'.
BES - taxa fixa de 2 anos até 40 anos. As taxas começam nos 2,397%, já com um 'spread' de 0,6 incluído.
Santander - apenas tem taxa fixa a 5 anos, com uma taxa de 2,873%, à qual é acrescido o 'spread', que varia entre 0,7% e 2,4%.
Montepio - taxa fixa de 2 a 15 anos, variando de um mínimo de 3,8% e 7,65% (já com os 'spreads' incluídos).
Crédito Agrícola - taxa fixa de 3 a 15 anos. As taxas variam entre 3,35% e 6,9% (já com 'spread' incluído).
Barclays - taxa fixa entre 2 e 30 anos. Actualmente tem uma campanha para taxa fixa a 1 ano.
BBVA - taxa fixa de 3 até 30 anos. A taxa máxima pode atingir os 5,9%, já com spread incluído.

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barbara barroso
Bárbara Barroso é jornalista do Dinheiro Vivo, o jornal digital de economia da Controlinveste (plataforma que engloba o DN, JN e TSF). Licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura, fez um Curso Intensivo de Banca, ministrou vários workshops sobre finanças pessoais, investimentos e orçamentos familiares e está a terminar uma certificação em em consultoria financeira pessoal (Certified Financial Planner – CFP), pela Universidade de Boston. Como jornalista foi coordenadora de economia do jornal i e redactora de finanças do Diário Económico, onde desenvolveu o suplemento de finanças pessoais deste jornal. Teve uma rubrica diária sobre poupança na rádio fi fm. Em 2009, lançou o seu primeiro livro: 19 Passos para Sobreviver à Crise. Em 2011 apresenta a sua segunda obra: Tempos Complicados, Soluções Simples - Saiba Como gerir Melhor o Seu Dinheiro.
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