30
Jul 09
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Qual o peso dos créditos no seu orçamento? O seu fundo de emergência é suficiente para prevenir imprevistos? Qual o seu nível de liquidez, actualmente? Estas são apenas algumas das respostas que irá obter depois de fazer o seu 'check up' financeiro.

 
1- Pense no seu orçamento como a contabilidade de uma empresa
Faça um balanço e um mapa de fluxo de dinheiro (receitas e despesas). O balanço vai ajudá-lo a compreender os seus activos e passivos. Em termos práticos, activos é o que coloca dinheiro no bolso e tem valor, e os passivos são as suas dívidas. Por exemplo: depósitos ou a casa são considerados activos. Já o empréstimo da casa é um passivo. O mapa de fluxo de dinheiro permitir-lhe registar todas as entradas e saídas de dinheiro. Por exemplo, os 100 mil euros do crédito da casa são registados como um passivo, mas a prestação, por exemplo, de 400 euros é registada no seu mapa de receitas e despesas.
 
2- Avalie a sua situação líquida
Este indicador vai ajudá-lo a compreender como ficaria a sua situação se utilizasse todos os activos para eliminar os passivos. Por essa razão, deverá aplicar a fórmula: activos - passivos =saldo líquido. Se o resultado for positivo, está no bom caminho. Significa que se vendesse tudo hoje teria dinheiro suficiente para pagar as despesas e ainda sobrava capital. Se for negativo talvez esteja na altura de reavaliar o seu orçamento.
 
3- Avalie a sua liquidez
Ao analisar as suas finanças é importante também avaliar a liquidez. Para isso poderá utilizar a seguinte equação: activos líquidos - passivo circulante = liquidez. São considerados activos líquidos, todos os activos convertíveis em dinheiro em menos de um ano, enquanto o passivo circulante são as dívidas que podem ser pagas até um ano. O resultado indica o seu estado de liquidez e deve ser maior do que um, porque esse é o ponto em que ambos os factores são iguais. O ideal é que o resultado seja maior que dois. Significa que os seus activos líquidos são o dobro das dívidas de curto prazo. Por exemplo se tem 1000 euros em depósitos e tem 500 euros no cartão de crédito, o resultado é 1000/500= dois.
 
4- Elabore um mapa de receitas e despesas
Anote diariamente as suas despesas no seu mapa e verifique quanto é que cada despesa pesa no seu orçamento. No caso das despesas com a casa o ideal é que não pese mais do que 35% do seu orçamento. E nas despesas com a casa incluem-se: o empréstimo, juros e seguro, despesas como água, luz, gás, telefone internet, etc.
 
5- Contabilize o peso das dívidas
Avalie quanto é que os créditos pesam no seu orçamento. Se ultrapassam os 40% e prevê que esse valor aumente, tenha atenção, porque está na zona vermelha. Inicie uma dieta de dívidas e comece por eliminar as dívidas com as taxas de juro mais elevadas.
 
6- Elimine os gastos supérfluos
Avalie as despesas desnecessárias que podem ser reduzidas ou eliminadas, sem que isso afecte o seu bem-estar. Veja quanto pesam no seu orçamento. Pode estar aí a resposta para o facto de não poupar ou de poupar pouco.
 
7- Esteja atento às suas poupanças
Avalie a sua saúde financeira em função do montante mensal que poupa. Se ainda não poupa comece a fazê-lo, por muito pouco que possa parecer. Estabeleça um valor, por exemplo, 10% de poupança que deve ser feita assim que receba. Nunca deixe para o final do mês para ver se sobra, normalmente nunca sobra. Retire esse dinheiro logo no inicio e viva com o restante.
 
8- Crie um fundo de emergência
Para avaliar a sua condição financeira é indispensável que saiba se está prevenido contra imprevistos. Assim sendo, se deixasse hoje de trabalhar, por exemplo, por motivos de desemprego, quantos meses conseguiria sobreviver mantendo o mesmo nível de despesas? O ideal é ter um fundo de emergência (em activos líquidos) que lhe permita viver entre 3 a 6 meses com o mesmo nível de despesas. Ou seja, se tem 500 euros de despesas mensais deverá ter um fundo de emergência entre 1500 e 3000 euros.
 
9- Estabeleça diferentes níveis de poupança
Está a separar as suas poupanças em função dos objectivos? Se a resposta é não, então talvez seja útil começar a fazê-lo. Crie diferentes cestas de poupança. Por exemplo: Cesta de poupança para a reforma, fundo de emergência, cesta para amortizar créditos, cesta de objectivos (carro, férias, etc). Esta organização vai permitir organizar melhor as suas poupanças e aumentar a saúde financeira do seu orçamento familiar.
 
10- Defina objectivos
Trace os seus objectivos de vida (comprar um carro, casa, pagar os estudos, etc) e ajuste o seu orçamento em função desses objectivos. Um casal com 30 anos certamente terá objectivos diferentes de um casal de 50 anos.

28
Jul 09
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O valor do capital seguro nos seguros de vida do crédito à habitação vai passar a ser actualizado de forma automática e por defeito. Isto significa que os prémios de alguns seguros vão ficar mais baratos.

 
A medida resulta do decreto-lei aprovado, em Junho, em Conselho de Ministros que prevê “a actualização do capital seguro, em simultâneo, à do capital em dívida no crédito à habitação, devendo a empresa de seguros fazer reflectir essa actualização no cálculo do valor a pagar pelo consumidor”, adianta o comunicado do Gabinete do Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor.
 
Na contratação de um crédito à habitação é frequente as instituições financeiras exigirem a contratação de um seguro de vida, de forma a garantir o pagamento do empréstimo em cada de morte ou invalidez.
 
Há bancos que fazem a actualização do prémio do seguro mas há outros que não. Assim um cliente que tenha, por exemplo, um crédito de 100 mil euros, paga um prémio de seguro mensal em função do montante da dívida, neste caso os 100 mil euros. À medida que vai amortizando o empréstimo desce o valor da dívida.
 
Isto significa que o cliente está a pagar um prémio para segurar 100 mil euros mas já só deve 70 mil euros ao banco. Nesta situação, em caso de morte do cliente é accionado o seguro de vida que irá cobrir os 70 mil euros que faltam pagar ao banco e os restantes 30 mil são devolvidos aos herdeiros.
 
Numa situação em que o cliente apenas esteja interessado em assegurar o pagamento da dívida, o ajustamento do prémio ao montante em dívida é mais vantajoso. Isto porque, à medida que vai amortizando o crédito desce também o prémio do seguro. Em caso de morte do cliente fica apenas garantido o pagamento da dívida do crédito à habitação.
 
Segundo o comunicado, o decreto-lei deixa “intocável a liberdade contratual das partes contratantes, ou seja, a capacidade destas poderem estabelecer outro tipo de condições”. Quer isto dizer que, por defeito, os seguros de vida associados ao crédito à habitação passam a ajustar o prémio ao montante em dívida, mas se o cliente pretender pode acordar outras condições.
 
O diploma aprovado pelo Governo adianta também que os consumidores podem associar ao crédito à habitação um seguro de vida já existente, não sendo obrigados a sujeitarem-se a um novo seguro. Uma situação que, no entanto, não é válida para contratos já em vigor.

 

Quanto custa?
Exemplo de um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, e cujo segurado tem 30 anos e o seguro associado ao empréstimo é um seguro de vida com a opção de morte, mais invalidez absoluta e definitiva.
 
Segundo a simulação da Fidelidade Mundial, citada pelo Diário Económico, caso seja feita uma actualização anual do prémio do seguro ao capital em dívida, ao final de 30 anos, o cliente terá pago 5.089,65 euros. No entanto, se não for feita a actualização, três décadas depois o cliente terá pago um total de 13.432,28 euros (447 euros por ano), ou seja, uma diferença de 8.342,63 euros (278 euros/ano).
 

22
Jul 09
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São muitos os portugueses que optam por pagar as suas compras com o cartão de crédito, mesmo sabendo que as taxas de juro associadas a estes são bastantes elevadas. Saiba quais os cinco conselhos para utilizar o seu cartão de crédito.

 
1- Optar pelo pagamento da dívida a 100%
Na hora de saldar a dívida do cartão de crédito o cliente tem duas opções: o pagamento total da dívida a 100% ou pagar apenas uma parcela da dívida. Os consumidores que escolham a primeira opção podem beneficiar da isenção de juros, enquanto que optando pela segunda hipótese já terá de pagar juros sobre o valor que não liquidou, adiando para os meses seguintes o pagamento do restante da dívida. Uma vez que as taxas associadas aos cartões de crédito são elevadas é aconselhável que opte pelo pagamento a 100%. Dessa forma fica isento de juros pagando apenas a anuidade que, nalguns casos, também é gratuita.
 
2- Opte pelo cartão com a TAEG mais baixa
Apesar de pagar a dívida a 100% ser mais vantajoso, há quem opte pelo pagamento faseado do cartão de crédito. Nestes casos, em que o cliente deixa passar a dívida para os meses seguintes, deve estar atento à Taxa Anual Efectiva Global (TAEG), uma vez que esta pode mesmo chegar quase aos 30%.
 
3- Evitar utilizar o ‘cashadvance'
Além do pagamento, os cartões de crédito dão ainda a possibilidade do cliente levantar dinheiro. Uma vez que se trata de um adiantamento ('cashadvance') o consumidor passa a estar sujeito ao pagamento de comissões elevadas. Por essa razão, recomendam os especialistas que evite utilizar o levantamento com o cartão de crédito, optando pelo cartão de débito.
 
4- Escolha as anuidades mais baratas
O valor da anuidade pode ser um dos principais critérios de escolha do cartão de crédito, sobretudo para quem opte pelo pagamento a 100%. Há casos em que a anuidade é mesmo gratuita, no primeiro ano. No entanto, tenha atenção à anuidade cobrada nos anos seguintes. O valor da anuidade depende da gama do cartão (Classic ou Gold/Premier/Platinium). Por norma, as gamas mais baixas têm anuidades mais baratas.
 
5- Utilizar cartão no estrangeiro sai mais caro
O custo de utilização do cartão no estrangeiro é variável consoante o país. Embora na Zona Euro não tenha de suportar custos, fora desta região estará sujeito a comissões que podem chegar quase aos 3%.

 

 

Conheças as taxas (TAEG) praticadas pelos bancos nos cartões de gama classic e gold/platinium
 
Taxas dos cartões de crédito 
Banco Cartão Classic Cartão Gold
CGD

24,43%

23,80%
BCP 24,40% 24,40%
BES 27,37% 27,37%
Santander 24,10% 24,10%
BPI 28,63% 28,63%
Banif 25,70% 25,70%
Montepio (1) 20,30% 29,40%
Crédito Agrícola (1) 27,37% 27,37%
Barclays (1) 29,68% 29,68%
Banco Popular (2) 25,70% 25,70%

 Fonte: site dos bancos 

 

(1)TAEG calculada com base num Limite de Crédito de 1500 euros e Pagamento em 12 prestações mensais.
(2)TAEG calculada para qualquer montante de crédito, com pagamento num prazo de 12 meses, incluindo Juros à taxa de 22,200% (Taxa Anual Nominal).
 

 


16
Jul 09
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Muitos portugueses são confrontados com situações de penhora de bens, por incumprimento de pagamentos de dívidas ao fisco. Segundo os dados do Ministério das Finanças, a que o Diário Económico teve acesso, o fisco penhorou quase 50 mil casas nos primeiros seis meses deste ano. No primeiro semestre registaram-se 49.728 penhoras de imóveis por existência de dívidas fiscais. O valor está em linha, com o total de casas apreendidas no ano passado e que, no conjunto dos 12 meses, rondou os 116 mil.

 
Mas não são só as casas que são alvo de penhoras. As contas bancárias também. Os números mostram que a 'apreensão' de contas bancárias aos contribuintes com dívidas rendeu, uma média, de 100 milhões de euros por ano aos cofres do Estado. Segundo os dados das Finanças, até Junho foram penhoradas 152.661 contas e produtos financeiros. Apesar de significativo, o valor representa uma quebra de 45,2%, face às 278.801 contas confiscadas no mesmo período de 2008.
 
Dada a relevância do tema, e as dúvidas que suscita, deixo-vos aqui um pequeno guia sobre o que fazer quando confrontado com uma penhora, um óptimo trabalho feito por Paula Cravina de Sousa, jornalista do Diário Económico.
 
1- Devo pagar a dívida primeiro?
Sim, até para evitar o pagamento de juros de mora. Tem um prazo de 30 dias para regularizar a situação. Se não concordar com a existência da dívida, pode reclamar depois e se tiver razão será o Estado a ter de devolver-lhe juros de mora.
 
2- Quais os prazos para reclamar?
Os prazos são de 120 dias para a reclamação graciosa e de 90 dias no caso de uma impugnação judicial. Se não pagar o montante em dívida, deverá receber uma citação de penhora, um documento que alerta o contribuinte para o processo. Tem um novo prazo de 30 dias para pagar, mas este pagamento já inclui juros de mora.
 
3- Posso prestar uma garantia para suspender a penhora?
Pode. Normalmente trata-se de uma garantia bancária, em que se pede ao serviço de Finanças para fixar o valor da garantia a prestar pelo contribuinte. A garantia é a soma do total da dívida, mais os juros de mora, mais 25% do montante destas duas parcelas.
 
4- Há outra forma de recorrer além da reclamação e processo judicial?
Pode recorrer à oposição à execução. Esta ocorre quando a cobrança executiva é ilegal, por exemplo, quando surge uma dívida que nunca tenha sido exigida ao contribuinte. Na oposição à execução já não se discute a liquidação, isto é, se o montante a pagar é ou não o indicado pelas Finanças. Discute-se antes se a dívida é elegível. Se pagar a dívida, esta oposição fica sem efeito.
 
 
O que deve saber para evitar surpresas no futuro
 
O melhor é mesmo ter o pagamento dos impostos em dia. Mas fique a saber que bens podem ser penhorados e quais os critérios utilizados pelo fisco para penhorar uma casa ou um carro como forma de cobrir determinada dívida.
 
1-A partir de que montante de dívida é que o fisco pode penhorar bens?
Se o imposto a pagar for inferior a 24,94 euros, não há lugar a liquidação de dívida. Isto é, o contribuinte não terá de pagar, pelo que não se coloca o problema da penhora. Assim, a dívidas de valor acima já é aplicada penhora.
 
2- Que bens podem ser penhorados?
O Sistema Informático de Penhoras Automáticas entrou em funcionamento em 2005 e pode penhorar salários, carros, casas, contas bancárias, entre os quais contas poupança-habitação e poupança-reforma, certificados de aforro, pensões, barcos e créditos dos devedores sobre terceiros.
 
3- Quais os critério para se penhorar um bem em detrimento de outro?
O bem a penhorar deve respeitar o montante da dívida, custos processuais e juros de mora. Assim, não se pode penhorar uma casa de 200 mil euros para cobrir uma dívida de 40 mil, por exemplo. Neste caso, o fisco deverá recorrer antes a contas bancárias ou carros, por exemplo. A DGCI pode também penhorar os bens cujo valor seja mais fácil de realizar. Ainda assim, o critério da proporcionalidade da dívida deve prevalecer.
 
4- O devedor pode dar bens à penhora?
Sim. O devedor pode indicar os bens que tem e oferecê-los à penhora. É uma forma de ter algum controlo sobre o processo. Mas é ao fisco que cabe a última palavra.

 


13
Jul 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Há novas regras no crédito à habitação. O Governo aprovou, em Conselho de Ministros, um conjunto de medidas que abrangem o crédito à habitação. As alterações introduzidas abrangem: ‘spreads’, comissões nos créditos paralelos, a criação de uma nova taxa comparativa, entre outros. Veja o que vai mudar:

 
Os bancos vão ficar proibidos de aumentar ‘spreads’ em todas as situações?
Não. Com a nova legislação, os bancos simplesmente deixam de poder aumentar o 'spread', depois de decorrido um ano após o incumprimento, por parte do cliente, das condições contratas. Isto significa que, por exemplo, se o cliente subscreveu um cartão de crédito para ter uma bonificação no 'spread' e depois cancelar o cartão, está a quebrar uma das condições contratualizadas. Nessa situação, a instituição tem até um ano para alterar o 'spread', uma vez que uma das condições contratualizadas não foi cumprida. Terminado esse período, se o banco não mexeu no 'spread' depois também já não o pode fazer.
 
Quais as alterações introduzidas nas comissões de transferência e amortização? E que crédito são abrangidos?
São abrangidos os créditos que estão agregados ao empréstimo à habitação, como os créditos multiusos, conhecidos também como créditos paralelos. Estes, além de terem a mesma duração do crédito à habitação, têm ainda como garantia bancária o imóvel. Com o novo decreto-lei as limitações já impostas no crédito à habitação estenderam-se a estes créditos. Desta forma, as comissões de transferência e amortização parcial ou total, nestes créditos, passam a estar limitadas a 0,5% ou 2%, conforme se trate de taxa variável ou fixa. Segundo o Executivo, actualmente, estas taxas de penalização chegam aos 7% e 8%.
 
Qual a diferença entre a Taxa Anual Efectiva (TAE) e a Taxa anual Efectiva Restrita (TAER)?
 A Taxa Anual Efectiva (TAE) reflecte os custos directos do crédito à habitação, incluindo os encargos iniciais. No entanto, se o cliente contratar alguns produtos financeiros para obter uma redução do 'spread', mesmo que estes impliquem um custo, esse não está reflectido nesta taxa. Já a Taxa Anual Efectiva Revista (TAER) irá incorporar também os custos dos produtos que o consumidor tem de subscrever para obter a redução do 'spread' ('cross-selling). Desta forma, o cliente poderá avaliar se a subscrição de determinados produtos compensa, além de poder comparar o custo efectivo entre várias propostas.
 
A Taxa Anual Efectiva Revista (TAER) vai passar a constar de todos os contratos de crédito à habitação?
O diploma apenas estabelece a obrigatoriedade de informar da Taxa Anual Efectiva Revista (TAER), quando as instituições de crédito proponham a redução do 'spread' ou de outros custos do crédito à habitação como contrapartida à contratação de outros produtos. Não existindo contratação de produtos, a Taxa Anual Efectiva (TAE) serve para reflectir os custos do crédito.
 
As novas alterações abrangem apenas os novos contratos ou também os já em vigor?
No que se refere às limitações das comissões de transferências e amortizações nos créditos paralelos, estas abrangem os empréstimos já em vigor. Já as restantes alterações, como a obrigatoriedade de divulgação da TAER ou aumento do 'spread' em caso de incumprimento das condições contractualizadas, abrangem os novos créditos.

07
Jul 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Bárbara Barroso, em parceria com o Gabinete da Família – GAF – da Câmara Municipal de Albufeira, vai realizar um workshop sobre finanças pessoais: “Aprender a poupar e a gerir o orçamento familiar”.

 
A formação realiza-se no dia 11 de Julho, entre as 15h00 e as 18h00, nas instalações do GAF, e é destinada a 15 formandos.
O workshop tem como principais objectivos proporcionar aos formandos as ferramentas necessárias para uma gestão cuidada do orçamento familiar.
A formação é composta por duas partes. Na vertente teórica irão ser abordados os conceitos básicos de educação financeira e gestão do orçamento familiar. A parte prática vai incidir na criação de um mapa de custos e um orçamento familiar ajustado a cada formando.
As inscrições estão abertas até 10 de Julho.
Para mais informações contactar o GAF da Câmara Municipal de Albufeira.

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Bárbara Barroso, em parceria com a ANJE, vai realizar um workshop sobre “Finanças Pessoais – Aprender com a crise”.
A formação irá realizar-se no dia 14 de Julho, entre as 18h00 e as 20h15, no Auditório da ANJE, núcleo Lisboa e Vale do Tejo, e contará ainda com a participação de José Santos Teixeira, presidente da Optimize Investment Partners, como orador convidado.
O workshop tem como objectivo dotar os participantes dos conhecimentos e práticas necessárias para uma gestão prudente das suas finanças, assim como saber identificar as oportunidades de investimento. São fornecidas as ferramentas e metodologias que permitirão implementar as práticas de poupança e investimento, assim como estabelecer uma relação saudável com o dinheiro.
Inscrições
Participação gratuita mas sujeita a confirmação de presença para:
ANJE - Núcleo de Lisboa e Vale do Tejo: 214.134.660 ou anjerlvt@anje.pt
 
Orador Convidado
José Santos Teixeira, presidente do conselho de administração da Optimize  Investment Partners, conta com uma vasta experiência na área de investimentos. De 1971 a 1999 foi director-geral da filial, em França, da Companhia de Seguros Império, tendo presidido o conselho de administração da empresa-mãe durante a fase de privatização. Foi membro do Conselho Nacional das Bolsas de Valores e colaborou na elaboração do Código da Bolsa  e criação dos PPR. Licenciado em Finanças, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF), Santos Teixeira liderou ainda os destinos da  Sociedade Gestora do Fundo de Tesouraria Atlântica. Entre 2003 e 2007, presidiu a Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, tendo a seu cargo a gestão da carteira de fundos de pensões e de PPR.

06
Jul 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar
Há cada vez mais famílias a viver com dificuldades financeiras, em parte devido aos baixos rendimentos que têm. O planeamento e gestão cuidada das finanças pessoais são, por isso, essenciais. Isto porque, caso haja algum imprevisto o orçamento familiar entra imediatamente em ruptura. É o caso de Ana e Rui Ribeiro que vivem com cerca de 1000 euros por mês.

 


02
Jul 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Desde o dia 1 de Julho entraram em vigor novas regras no crédito ao consumo. No entanto, a limitação de um tecto máximos para as taxas aplicadas só entra em vigor em Outubro. Veja o que mudou:

 
Juros para amortização antecipada
Os juros cobrados pela amortização antecipada do crédito ao consumo está limitada a um máximo de 0,5% do montante reembolsado, caso falte mais de um ano para o pagamento total da dívida, ou a um máximo de 0,25%, se faltar menos de um ano para amortizar o crédito. Estes limites aplicam-se tanto aos novos contratos como aos que estão em vigor.
 
Mais deveres de informação
As instituições financeiras são obrigadas a prestar todos os esclarecimentos aos consumidores, nomeadamente os detalhes do contrato, situação de solvabilidade do cliente antes da assinatura do contrato. Caso não cumpram uma das normas previstas na lei, o consumidor pode pedir a anulação do contrato de crédito.
 
Prazo para revogar contrato
Os consumidores passam a ter 14 dias consecutivos, para revogar o contrato de crédito ao consumo, quando anteriormente eram 7 dias.
 
Mais direitos na compra
Um consumidor que passa um crédito para comprar, por exemplo, um electrodoméstico que não o satisfaz e procede à sua devolução, tem o direito de extinguir o contrato de crédito originado para efectuar aquela compra. Pode também, caso o bem seja substituído e o novo for de valor mais baixo, ajustar o montante do crédito.
 
Recusa do empréstimo
Caso a concessão de um crédito seja recusada após a análise da solvabilidade do consumidor, a instituição financeira tem o dever de prestar essa informação, de forma gratuita e imediata, ao cliente. Só não é obrigada a fazê-lo se estiver em causa, por exemplo, a segurança pública.
 
Incumprimento
Se o consumidor faltar no pagamento de duas prestações consecutivas de valor superior a 10% do empréstimo e se, após a instituição financeira ter concedido 15 dias adicionais a situação não for regularizada, a instituição financeira pode extinguir o contrato, mas o cliente fica sujeito ao pagamento de eventuais sanções ou indemnizações.
           
TAEG uniforme e limitada a partir de Outubro
A partir de Outubro, as taxas de juros dos créditos ao consumo passam a ter um tecto máximo que não deverá ultrapassar "um terço a TAEG média praticada no mercado". Este limite será definido, trimestralmente pelo Banco de Portugal, com base nas taxas médias praticadas em cada segmento deste tipo de créditos.

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barbara barroso
Bárbara Barroso é jornalista do Dinheiro Vivo, o jornal digital de economia da Controlinveste (plataforma que engloba o DN, JN e TSF). Licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura, fez um Curso Intensivo de Banca, ministrou vários workshops sobre finanças pessoais, investimentos e orçamentos familiares e está a terminar uma certificação em em consultoria financeira pessoal (Certified Financial Planner – CFP), pela Universidade de Boston. Como jornalista foi coordenadora de economia do jornal i e redactora de finanças do Diário Económico, onde desenvolveu o suplemento de finanças pessoais deste jornal. Teve uma rubrica diária sobre poupança na rádio fi fm. Em 2009, lançou o seu primeiro livro: 19 Passos para Sobreviver à Crise. Em 2011 apresenta a sua segunda obra: Tempos Complicados, Soluções Simples - Saiba Como gerir Melhor o Seu Dinheiro.
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