22
Jun 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (7)

"Tenho um crédito à habitação e continuo sem perceber afinal qual é o mês que tem influência na minha prestação, e mesmo no banco já ouvi diferentes versões. Sendo a revisão do meu crédito em Agosto, com a Euribor a seis meses, como será calculada a Euribor? Gostaria também de saber onde posso ver os valores da Euribor. Obrigada"

(Raquel Pereira, Lisboa)

  

Para efeitos do cálculo da prestação do crédito à habitação é utilizada a média mensal do mês anterior ao da revisão, devendo ser calculada a média com a taxa que está indexada ao empréstimo. Ou seja, para quem tem a Euribor a três meses, é feita a média dessa taxa. Nos empréstimos indexados à Euribor a seis meses, é calculada a média mensal dessa taxa, e assim sucessivamente.
 
No caso da leitora, cuja revisão irá ocorrer em Agosto e tem a Euribor a seis meses, para o cálculo da próxima prestação será utilizada a média mensal da Euribor a seis meses registada no mês anterior (neste caso, Julho). No entanto, só irá pagar, de facto, a nova prestação em Setembro, devendo receber no mês de Agosto uma carta do banco que indicará o novo montante.
 
Relativamente ao histórico das médias da taxas Euribor, pode consultar no site do Banco de Portugal. Aqui no blog também vai encontrar as médias mensais das taxas Euribor a 3, 6 e 12 meses, desde o início do ano.
 
Utilize o simulador de crédito à habitação para saber qual o valor da prestação do seu empréstimo.

 


21
Jun 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

A média mensal da Euribor serve de referência para o cálculo da prestação do crédito à habitação. Consulte aqui a evolução das médias mensais das taxas a três, seis e 12 meses desde o início deste ano.

  

Média mensal das taxas Euribor
  Euribor a 3 meses Euribor a 6 meses Euribor a 12 meses
Jan - 09 2,457 2,539 2,622
Fev - 09 1,943 2,034 2,135
Mar - 09 1,635 1,775 1,909
Abr - 09 1,422 1,608 1,771
Mai - 09 1,282 1,480 1,644
Jun - 09 1,228 1,436 1,610
Jul - 09 0,975 1,213 1,412
Ago - 09 0,860 1,115 1,334
Set - 09 0,772 1,042 1,261

 Fonte: Bloomberg

 

O que é a Euribor?

 A Euribor (Euro Interbank Offered Rate) é uma taxa interbancária que resulta da média das taxas da oferta de fundos praticadas entre um painel de 57 bancos (51 dos mais importantes bancos europeus e 6 bancos internacionais com representatividade na zona Euro). Diariamente é feita uma média das taxas a que estes bancos emprestam dinheiro entre si, que resulta na Euribor.
 
Utilize o simulador de crédito à habitação para saber o valor da prestação do seu empréstimo.

 

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15
Jun 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (1)
Os depósitos são um dos produtos financeiros preferidos pelos portugueses que, ao longo dos anos, têm vindo a reforçar o seu investimento neste instrumento. No entanto, os últimos dados do Banco de Portugal mostraram uma inversão. Pela primeira vez, desde Janeiro de 2007, o montante colocado pelos portugueses em depósitos caiu, face ao mês anterior. Em Março, os portugueses tinham 115,42 mil milhões de euros em depósitos, quando em Fevereiro o valor era de 116,6 mil milhões de euros.
 
O regresso de alguns investidores a instrumentos de maior risco, como as acções ou fundos de investimento, assim como a queda dos juros pagos pelos depósitos podem ser algumas das justificações para a descida do montante dos depósitos.
 
Longe parecem ir os tempos em que os depósitos chegaram a pagar mais de 4%. Com a queda das taxas Euribor, que se encontram abaixo dos 1,5%, nos dias de hoje é difícil conseguir encontrar depósitos a prazo que paguem mais de 2% líquidos ao ano. Mas ainda existem algumas instituições financeiras que pagam acima desse valor. Veja quais:
 
Os 5 melhores depósitos a prazo
Depósitos a 12 meses
Instituição 
Nome da conta
Montante mínimo
TANL
 
Banco Popular
 
Depósito Ouro Plus 12 meses
300 €
2,66%
Banif
 
Poupança Banif (on-line) *
250 €
2,32%
BPI
 
DP BPI Net  (250 mil euros) *
250.000 €
2,12%
Banif
 
Poupança Banif (agências)
250 €
2,12%
Banif
 
Depósito Banif@st *
500 €
2,12%
 
Fonte: DECO (Dados actualizados a 4 de Junho)
TANL: Taxa Anual Nominal Líquida
* Depósitos subscritos 'on-line'

14
Jun 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira (15 de Junho), a partir das 14h00, vou estar no programa “As Tardes da Júlia” para comentar o tema “O meu negócio vai de vento em popa”, enquanto especialista em finanças pessoais e autora do livro “19 Passos para Sobreviver à Crise”. No programa terei também a oportunidade de apresentar algumas das sugestões e dicas que vêm no livro.

 

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09
Jun 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Entrevista com a autora Bárbara Barroso sobre o livro “19 Passos para Sobreviver à Crise”, dia 9 de Junho (terça-feira), na Rádio Europa – 90.4 fm (Lisboa), a seguir à informação das 18h00.

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publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar
Há bancos que estão a aumentar os ‘spreads’ nos contratos de crédito à habitação em vigor. As associações de defesa dos consumidores já confirmaram ter recebido queixas de clientes sobre esta prática. Só a DECO já recebeu mais de duas dezenas de reclamações. Mas a verdade é que podem existir mais casos.
 
Com a descida das taxas Euribor muitos clientes nem se apercebem de que o ‘spread’ foi alterado, isto porque, na prática a prestação está a descer mas não tanto quanto devia. Os bancos acabam por compensar a subida do ‘spread’ com a descida das taxas de juro. O cliente já fica tão contente com o facto da prestação descer, por exemplo, 194 euros que nem se apercebe que, na realidade, deveria estar a pagar menos 210 euros. Uma diferença de 16 euros simplesmente porque o ‘spread’ subiu de 1% para 1,3%, e o cliente nem se apercebeu.
 
Por essa razão, deve ter atenção ao que o seu contrato de crédito à habitação diz. Isto porque, os bancos apenas podem alterar o ‘spread’ se estiver previsto no contrato, tendo sempre o cliente de ser avisado dessa alteração, ou se o ‘spread’ estiver dependente de determinadas condições, que deixem de se verificar, por exemplo, se o ‘spread’ conseguido tiver como condição que o cliente contrate com o banco mais alguns serviços e, a meio do contrato, o cliente decida cancelar alguns desses serviços (por exemplo: cartão de crédito, produtos de poupança ou investimento, etc.).
 
As duas situações que têm chegado às associações dos consumidores, e que devem ser alvo de denúncia, são:
  • Sem que o contrato o permita e sem o cliente ser avisado, o banco aumenta o ‘spread’
  • O contrato permite a alteração unilateral do spread, por parte do banco, mas o cliente, que tem de ser sempre informado, não tem conhecimento da alteração
Em qualquer uma destas duas situações o cliente deve confrontar o banco e, se necessário, apresentar uma reclamação. Para evitar ser apanhado se surpresa, o melhor mesmo é consultar o seu contrato de crédito à habitação e verificar se está prevista, ou não, a alteração unilateral por parte do banco.
 
Se conhece algum caso, ou se tiver alguma dúvida deixe o seu comentário ou envie um e-mail para: barbarabarroso@sapo.pt  

06
Jun 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar
Em 2008, o número de reclamações recebidas pelo Banco de Portugal ascendeu 14.294, o que representa um aumento de 63% face ao ano anterior. Apesar de cada vez mais clientes reclamarem junto das instituições financeiras, ainda há muitas pessoas que não sabem o que devem fazer e a quem recorrer. Por essa razão, deixo-vos um pequeno guia de perguntas e respostas de como pode apresentar uma reclamação. Aproveite e deixe a sua sugestão ou conte o seu caso, enviando um e-mail para: barbarabarroso@sapo.pt
 
Como pode apresentar uma reclamação?
Pode apresentar a sua reclamação através do livro de reclamações, obrigatoriamente disponível aos balcões das instituições de crédito e sociedades financeiras, desde Janeiro de 2006. Este tem de ser disponibilizado de imediato sempre que o cliente o solicite. Neste caso, a reclamação é feita em triplicado: o cliente recebe uma cópia, outra é enviada ao Banco de Portugal e a terceira é para o departamento que, no banco, analisa as queixas.
 
É possível reclamar directamente ao Banco de Portugal?
Sim. Para reforçar a reclamação, e independentemente do Banco de Portugal receber a cópia do registo no livro, poderá endereçar uma carta, de preferência registada e com aviso de recepção, ao banco central. Desde Abril de 2008, o cliente pode também fazê-lo através da Internet, preenchendo o formulário de reclamação, no portal do cliente bancário (http://clientebancario.bportugal.pt). Em alternativa pode fazer o ‘download' do formulário de reclamação e enviá-lo pelo correio para a seguinte morada: Banco de Portugal, Apartado 2240, 1106-001 Lisboa.
 
Quais os documentos necessários para o preenchimento da reclamação?
Além da identificação pessoal é importante que junte cópias de todos os comprovativos, bem como das cartas enviadas ao seu banco, mencionando as respectivas datas.
 
Quais os cuidados que deve ter no preenchimento da reclamação?
A reclamação deve ser preenchida de forma clara e completa, sendo indispensável a identificação da instituição financeira reclamada e do reclamante. Os factos que motivam a sua queixa devem também ser apresentados de forma clara e completa. A falta de elementos informativos essenciais pode tornar impossível a análise da sua reclamação.
 
Que tipo de reclamações pode apresentar em relação ao banco?
Os motivos da reclamação devem estar relacionados com questões que se prendem com as actividades da instituição de crédito ou sociedade financeira, ou da forma de actuação da instituição aquando da celebração de um contrato ou prestação de um serviço. A reclamação pode ser apresentada contra qualquer instituição de crédito ou sociedade financeira que se encontre na lista de instituições registadas no Banco de Portugal, e que pode ser consultada no portal do cliente bancário.
 
E se um banco cobrar uma despesa sem o cliente saber?
O Banco de Portugal, no portal do cliente bancário, indica que os bancos são livres de cobrar despesas e comissões associadas à prestação de serviços e produtos. Contudo, as entidades devem manter disponíveis, em todos os balcões, em lugar de acesso directo e bem identificado, em linguagem clara e de fácil entendimento, o preçário da realização das operações e dos serviços correntemente oferecidos. Se a relação com o banco for sobretudo feita através de contactos à distância, a informação referida deve ser remetida para o domicílio.
 
A quem deve reportar as reclamações sobre fundos de investimento, valores mobiliários ou fundos de pensões?
Caso o cliente pretenda reclamar sobre assuntos relacionados com fundos de investimento ou valores mobiliários deve contactar directamente a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Se a mesma se referir a seguros e fundos de pensões deve contactar directamente o Instituto de Seguros de Portugal (ISP). No entanto, todas as reclamações inscritas no livro de reclamações da instituição são remetidas ao Banco de Portugal, de acordo com a lei, que as encaminha posteriormente à CMVM e ao ISP.

 


01
Jun 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (1)

 

O dia 1 de Junho é uma data importante para os mais novos, afinal é o Dia Mundial da Criança. Não será, por isso, de admirar que as crianças façam alguns pedidos neste dia. Aproveitando o mote do Dia Mundial da Criança gostaria de salientar a importância da educação financeira começar a ser ensinada desde tenra idade.
 
É que por muito difícil que possa parecer dizer “não” a alguns pedidos por vezes é mesmo necessário. Dar dinheiro aos filhos sempre que estes pedem ou comprar tudo aquilo que querem é um mau ensinamento. É importante que demonstre que o dinheiro é um bem escasso, custa a ganhar, e, por isso, deve ser utilizado com conta peso e medida. É necessário explicar que cada euro tem de ser ganho a trabalhar e que é preciso poupar para conseguir comprar algumas das coisas que eles querem.
 
Cinco dicas:
 
1.    Comece por explicar de onde vem o dinheiro. Explique que tem de ir trabalhar para ganhar dinheiro. Procure também ensiná-lo a distinguir o que compramos porque “queremos” daquelas coisas que compramos porque “precisamos”
 
2.    Dar o exemplo é fundamental e é essencial que diz esteja de acordo com o que faz, pois os mais novos tendem a imitar os adultos. As crianças reparam em tudo. Se diz ao seu filho que deve poupar mas quando vai às compras tende a gastar quase todo o dinheiro eles vão notar.
 
3.    A semanada ou mesada é a melhor maneira de os ensinar a poupar e perceber a importância de gerir bem o dinheiro. Não interfira nas escolhas do seu filho e se ele ficar sem dinheiro não lhe dê mais. Da próxima vez ele já será mais cuidadoso nos gastos que fizer. Pode começar a dar uma semanada ou mesada desde cedo com valores adequados.
 
4.    O mealheiro continua a ser um clássico e é sempre uma boa maneira de os ensinar a poupar. No fundo, é o primeiro banco deles. Não o obrigue ou force a por dinheiro, não se pretende que ele crie uma aversão à poupança, apenas incentive-o. O ideal é fazer um mealheiro com um recipiente mais ou menos transparente para que as crianças vejam a poupança a crescer.
 
5.    Opte por fazer jogos didácticos com os seus filhos. O Monopólio é um bom exemplo mas também há outras formas simples. Em casa poderá fazer um orçamento familiar, com um simples gráfico circular ou ainda, sempre que faça uma compra de valor pequeno ensine-o a contar o troco
 
 
Apesar de só ter sido hoje inaugurada (dia 1 de Junho), já tive oportunidade de visitar a Kidzania – situada no Dolce Vita Tejo, em Lisboa -, a cidade em miniatura dedicada ao entretenimento e educação das crianças. Aqui os mais novos têm oportunidade de ser “turistas” ou trabalhar. Têm direito a um cheque de 50 kidzos (moeda oficial da cidade) que serve para comprarem algumas coisas ou gastarem em lazer. Quando o dinheiro acaba têm de ir trabalhar. As opções são muitas: desde médicos, jornalistas, juízes, cabeleireiros, manicures, bombeiros, policias, etc. Tudo adequado aos mais novos. E da experiência que tive posso dizer que as crianças adoram ganhar dinheiro e gostam de poupar.
Podem visitar o site para ficarem a conhecer melhor: http://www.kidzania.pt
 
Pode dar o seu exemplo de formas como ensinar os mais novos a poupar. Deixe o seu comentário ou envie a sua sugestão para barbarabarroso@sapo.pt

 


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barbara barroso
Bárbara Barroso é jornalista do Dinheiro Vivo, o jornal digital de economia da Controlinveste (plataforma que engloba o DN, JN e TSF). Licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura, fez um Curso Intensivo de Banca, ministrou vários workshops sobre finanças pessoais, investimentos e orçamentos familiares e está a terminar uma certificação em em consultoria financeira pessoal (Certified Financial Planner – CFP), pela Universidade de Boston. Como jornalista foi coordenadora de economia do jornal i e redactora de finanças do Diário Económico, onde desenvolveu o suplemento de finanças pessoais deste jornal. Teve uma rubrica diária sobre poupança na rádio fi fm. Em 2009, lançou o seu primeiro livro: 19 Passos para Sobreviver à Crise. Em 2011 apresenta a sua segunda obra: Tempos Complicados, Soluções Simples - Saiba Como gerir Melhor o Seu Dinheiro.
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