29
Mai 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar
O nível de literacia financeira, em Portugal, é conhecido por ser baixo. No entanto, diariamente os portugueses são confrontados com expressões financeiras que têm implicações directas no seu bolso mas que nem sempre compreendem o que quer dizer. Será que os portugueses sabem realmente o que é: Euribor? Spread?  T.A.E.G.? Inflação?
Fomos para a rua testar os conhecimentos. Veja as respostas no vídeo. 

25
Mai 09
publicado por Barbara Barroso, às 21:21link do post | comentar | ver comentários (5)
 
Apresentação do livro “19 Passos para Sobreviver à Crise” na TVI 24 às 00h00 no programa “Última Hora”. E, no dia seguinte (26 de Maio), a partir das 9h15 da manhã na Rádio Clube Português.
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Transferir um Plano Poupança Reforma (PPR) de uma instituição para outra vai passar a ter uma comissão máxima de 0,5%, no caso dos PPR sob a forma de contrato de seguro. Já os fundos de PPR passam a ficar isentos de qualquer tipo de comissão de transferência. Com esta medida, que entra em vigor a partir de 21 de Julho, os investidores poderão transferir o seu PPR para outro mais vantajoso sem grandes penalizações.

 

Segundo mostram os dados do Instituto de Seguros de Portugal, alguns PPR  cobram comissões de tranferência muito elevadas que podem ascender a 5%, e há mesmo situações em que a comissão ascende a 9% do valor a resgatar. Um encargo que acaba por afastar os investidores de transferirem as suas poupanças para outro PPR. Afinal, tendo em conta a rendibilidade média de 3% dos seguros PPR, em 2008, em algumas situações a transferência iria mesmo custar o retorno do produto de poupança.

 

Mas é importante reter que os PPR têm mais comissões associadas e que o decreto-lei apenas vem limitar as comissões de transferência.

 

Veja na tabela quanto pagaria de comissão de transferência, para um PPR com 5.000 euros.

 

 

PPR com 5.000 euros capitalizados
Comissão de transferência 0,5% 2,5% 5% 9%
Valor da comissão pago em euros 25 € 125 € 250 € 450 €

18
Mai 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Os impostos são um dos temas que, por norma, levantam muitas dúvidas. Desta forma, e aproveitando uma questão que foi colocada por um leitor, por e-mail, fica a explicação de como deve ser feita a tributação das acções estrangeiras.

 

 

"Vendi algumas acções de uma empresa estrangeira. Como vai ser tributada essa venda?"
 
As mais-valias de acções estrangeiras detidas durante mais de 12 meses estão isentas de tributação, devendo ser indicadas no anexo J. Caso tenha obtido lucro com a venda das acções estrangeiras detidas há 12 meses, ou menos, terá de pagar imposto, indicado também no anexo J. O saldo positivo entre as mais-valias e as menos-valias resultantes da venda das acções é tributado em IRS, à taxa especial de 10%, sem prejuízo de optar pelo seu englobamento. A opção de englobamento apenas se revela vantajosa se  o saldo (entre as mais-valias e as menos-valias)  for negativo, isto porque, a taxa mais baixa de IRS é de 10,5%. Caso o titular residente opte pelo englobamento, o saldo negativo entre as mais e menos-valias pode ser reportado para os 2 anos seguintes, sendo deduzido ao saldo positivo das mais-valias que obtiver nos 2 anos posteriores, permitindo-lhe assim reduzir a tributação daqueles rendimentos.

 

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11
Mai 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (2)

 

No último ano, os bancos aumentaram as comissões em vários serviços bancários. Além dos custos e comissões associados aos empréstimos pessoais ou crédito à habitação, as alterações fizeram-se sentir mesmo nos serviços mais básicos.
Hoje em dia, pedir uma consulta de movimentos, um livro de cheques, fazer uma transferência bancária ou mesmo pagar a anuidade do cartão de crédito está mais caro. Tudo isto somado, no final do ano, pode mesmo custar mais de uma centena de euros.
No entanto, há sempre forma de reduzir esse encargo. Optar pelo ‘internet banking’ é, na maioria das situações, a melhor solução. Deixo-lhe algumas sugestões.
 
As 10 dicas para fintar as comissões dos bancos
1.       Banca ‘on-line’
As operações através da banca electrónica são, por norma, mais baratas do que se feitas ao balcão ou através da banca telefónica. Em alguns casos, as operações através da Internet são mesmo gratuitas.
 
2.       Conta ordenado
Uma das vantagens da conta ordenado é que, por norma, não há cobrança de comissão de gestão de conta. No entanto, para algumas famílias, esta pode não ser a solução. Isto porque, o “crédito autorizado” associado a este tipo de conta pode representar o início de um endividamento exagerado e conduzir as finanças da família para o abismo.
 
3.       Conta especial
Estudantes, jovens, pensionistas ou emigrantes. Quase todos podem ter contas especiais com vantagens e encargos diferentes. Em muitos casos, os custos são bastante inferiores aos das outras contas comuns.
 
4.       Multibanco
As operações realizadas através das caixas automáticas têm encargos mais leves do que as operações realizadas ao balcão do banco. Em alguns casos são mesmo gratuitas.
 
5.       Bancos “virtuais”
Estes bancos, por não terem balcões físicos, conseguem poupar nos custos e oferecer melhores preços. São ideais para quem lida bem com novas tecnologias.
 
6.       Cheques
Requisitar um livro de cheques através da Internet ou nas caixas automáticas próprias do banco permite uma poupança ainda considerável.
 
7.       Transferências
Também nestes casos a Internet é o melhor local para realizar estas operações. Alguns bancos não cobram qualquer custo pela realização das transferências ‘on-line’.
 
8.       Extracto bancário
Se costuma consultar muitas vezes os movimentos da sua conta, o melhor é ir arquivando, uma vez que pedir uma segunda via no balcão sai caro. Na Internet, pode sempre consultar sem custos.
 
9.       Cartões sem anuidade
Verifique todas as propostas do banco e talvez encontre um cartão com uma anuidade reduzida ou mesmo nula.
 
10.   Consolidar
Ao ter os produtos todos no mesmo banco, em princípio, pagará menos pelos serviços, além de o banco oferecer melhores taxas no crédito.
 
 

 

Compare sempre preçários existentes existentes entre bancos. Por lei, as insituições financeiras são obrigadas a divulgá-lo.

 

Já conseguiu reduzir os custos das comissões bancárias? Deixe a sua sugestão.


08
Mai 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (2)

Desde Outubro de 2008 que as taxas Euribor têm vindo a cair, acompanhando a tendência de descida da taxa de referência do Banco Central Europeu (ver gráfico). Esta queda traduziu-se num alívio para o orçamento de muitas famílias,   através da redução da prestação da casa. 

Mesmo depois do BCE ter cortado a taxa de referência para 1% - em apenas oito meses é a sétima vez que desce os juros - , nada garante que as taxas Euribor continuem a cair por muito mais tempo. Pelo contrário, tanto os economistas como o mercado de futuros apontam mesmo para uma ligeira subida da Euribor no final do ano.
Por esse motivo,  esta é uma boa altura para aproveitar a poupança conseguida com a descida da prestação e escolher o melhor destino para dar ao seu dinheiro.
No caso de um empréstimo de 100 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses, e cuja revisão seja este mês, a prestação vai descer cerca de 210 euros. Isto significa que, pelo menos, nos próximos seis meses (até à data da revisão seguinte) vai poupar mais de 1.200 euros.
 
Que destino dar ao dinheiro?
 Amortizar
É uma boa oportunidade para saldar as dívidas ou mesmo eliminá-las. Comece pelos empréstimos com as taxas de juro mais elevadas. Se por esta altura está indeciso entre colocar o dinheiro num depósito a render ou abater uma dívida opte, mais uma vez, pela taxa mais elevada.  Isto porque se o juro que está a pagar pelo crédito  (por exemplo, cartão de crédito) é superior à taxa de retorno do produto financeiro, então estará a perder dinheiro. Nessa situação escolha amortizar.  Mas tenha atenção às comissões por amortização antecipada.  Por exemplo, no crédito à habitação está limitado a um máximo de 0,5% para quem tem taxa variável e 2% para os créditos de taxa fixa.
Poupar
Ter um pé-de-meia nesta altura é sempre uma boa opção. Apesar de, actualmente, os produtos de poupança como depósitos a prazo ou certificados de aforro estarem a pagar taxas menos atractivas, na sequência da descida dos juros.  Aproveite para começar a construir o seu fundo de emergência. O ideal é conseguir ter, pelo menos, dinheiro suficiente que lhe permita sobreviver entre três a seis meses, mantendo o seu nível actual de despesas. Por isso se tem 500 euros de despesas por mês, procure ter de parte entre 1.500 e 3.000 euros.
Investir
O actual contexto dos mercados financeiros, pode ainda não ser propício a grandes aventuras. Isto mesmo com a bolsa nacional a acumular ganhos de dois dígitos este ano.  Em todo caso se está a pensar em investir o dinheiro que poupou com a queda da Euribor, o melhor mesmo é diversificar a carteira. Esta continua a ser a chave para a minimização do risco de uma decisão de investimento. Além disso, há mais dois dos factores importantes a ter em atenção, antes de tomar qualquer decisão: conheça bem qual a sua tolerância ao risco e avalie o horizonte temporal do seu investimento.  
Agora avalie qual a melhor decisão para o seu caso!
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06
Mai 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar | ver comentários (5)
A crise que começou por ser financeira globalizou-se e já chegou a cada um de nós. Mas o pior poderá ainda não ter, sequer, passado. Para muitos portugueses quando parecia impossível apertar mais o cinto, os tempos difíceis obrigaram ainda a mais sacrifícios.
 Por essa razão, esta é a altura certa para nos preocuparmos com o nosso dinheiro, um bem que parece cada vez mais escasso.  A gestão cuidada do orçamento familiar pode ser a chave para escapar do abismo financeiro, antes que seja tarde.  
 As questões a responder são: se deixasse hoje de trabalhar, por algum motivo, quantos meses conseguiria sobreviver mantendo o seu nível de despesas actual? Quais as despesas que pesam mais no seu orçamento familiar? Sabe quais os encargos que pode reduzir? Já começou a preparar a reforma? O que precisa para ser financeiramente independente? As respostas a estas perguntas permitem-lhe avaliar a situação actual das suas finanças e a traçar o caminho a seguir.  
 No livro “19 passos para sobreviver à crise” vai encontrar algumas das ferramentas necessárias para ajudá-lo a avaliar o estado das suas finanças pessoais e a garantir que não irá aumentar a lista de dívidas mas sim, recuperar o controlo das suas finanças pessoais.
 Com este blogue abre-se um novo espaço de discussão sobre todos os temas relacionados com finanças pessoais e a gestão do orçamento familiar. No fundo, tudo aquilo que afecta o nosso bolso. Também estarão disponíveis algumas ferramentas, nomeadamente calculadoras, para que cada utilizador possa simular o seu caso.
 Neste espaço, questões, dúvidas e comentários são sempre bem-vindos. Afinal é da discussão que nasce a luz.
Fico a aguardar pelo seu contributo.
Boas poupanças!
  
 Nota: Nas primeiras semanas o livro “19 Passos para Sobreviver à Crise” apenas estará disponível nos hipermercados Continente. 

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barbara barroso
Bárbara Barroso é jornalista do Dinheiro Vivo, o jornal digital de economia da Controlinveste (plataforma que engloba o DN, JN e TSF). Licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura, fez um Curso Intensivo de Banca, ministrou vários workshops sobre finanças pessoais, investimentos e orçamentos familiares e está a terminar uma certificação em em consultoria financeira pessoal (Certified Financial Planner – CFP), pela Universidade de Boston. Como jornalista foi coordenadora de economia do jornal i e redactora de finanças do Diário Económico, onde desenvolveu o suplemento de finanças pessoais deste jornal. Teve uma rubrica diária sobre poupança na rádio fi fm. Em 2009, lançou o seu primeiro livro: 19 Passos para Sobreviver à Crise. Em 2011 apresenta a sua segunda obra: Tempos Complicados, Soluções Simples - Saiba Como gerir Melhor o Seu Dinheiro.
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