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Mai 09
publicado por Barbara Barroso, às 00:00link do post | comentar

Desde Outubro de 2008 que as taxas Euribor têm vindo a cair, acompanhando a tendência de descida da taxa de referência do Banco Central Europeu (ver gráfico). Esta queda traduziu-se num alívio para o orçamento de muitas famílias,   através da redução da prestação da casa. 

Mesmo depois do BCE ter cortado a taxa de referência para 1% - em apenas oito meses é a sétima vez que desce os juros - , nada garante que as taxas Euribor continuem a cair por muito mais tempo. Pelo contrário, tanto os economistas como o mercado de futuros apontam mesmo para uma ligeira subida da Euribor no final do ano.
Por esse motivo,  esta é uma boa altura para aproveitar a poupança conseguida com a descida da prestação e escolher o melhor destino para dar ao seu dinheiro.
No caso de um empréstimo de 100 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses, e cuja revisão seja este mês, a prestação vai descer cerca de 210 euros. Isto significa que, pelo menos, nos próximos seis meses (até à data da revisão seguinte) vai poupar mais de 1.200 euros.
 
Que destino dar ao dinheiro?
 Amortizar
É uma boa oportunidade para saldar as dívidas ou mesmo eliminá-las. Comece pelos empréstimos com as taxas de juro mais elevadas. Se por esta altura está indeciso entre colocar o dinheiro num depósito a render ou abater uma dívida opte, mais uma vez, pela taxa mais elevada.  Isto porque se o juro que está a pagar pelo crédito  (por exemplo, cartão de crédito) é superior à taxa de retorno do produto financeiro, então estará a perder dinheiro. Nessa situação escolha amortizar.  Mas tenha atenção às comissões por amortização antecipada.  Por exemplo, no crédito à habitação está limitado a um máximo de 0,5% para quem tem taxa variável e 2% para os créditos de taxa fixa.
Poupar
Ter um pé-de-meia nesta altura é sempre uma boa opção. Apesar de, actualmente, os produtos de poupança como depósitos a prazo ou certificados de aforro estarem a pagar taxas menos atractivas, na sequência da descida dos juros.  Aproveite para começar a construir o seu fundo de emergência. O ideal é conseguir ter, pelo menos, dinheiro suficiente que lhe permita sobreviver entre três a seis meses, mantendo o seu nível actual de despesas. Por isso se tem 500 euros de despesas por mês, procure ter de parte entre 1.500 e 3.000 euros.
Investir
O actual contexto dos mercados financeiros, pode ainda não ser propício a grandes aventuras. Isto mesmo com a bolsa nacional a acumular ganhos de dois dígitos este ano.  Em todo caso se está a pensar em investir o dinheiro que poupou com a queda da Euribor, o melhor mesmo é diversificar a carteira. Esta continua a ser a chave para a minimização do risco de uma decisão de investimento. Além disso, há mais dois dos factores importantes a ter em atenção, antes de tomar qualquer decisão: conheça bem qual a sua tolerância ao risco e avalie o horizonte temporal do seu investimento.  
Agora avalie qual a melhor decisão para o seu caso!
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Dicas e orientações fantásticas para esta fase em que todos nos encontramos!
Muitos parabéns pelo Blog e pelo livro que já encomendei, aqui mesmo online!
Fica confirmado o seguimento atento!
Vanessa Afonso Coutinho
Vanessa Coutinho a 8 de Maio de 2009 às 19:59

Em relação á amortização acho que pode ser perigosa. Tenho um pé de meia que consegui juntar e podia usar para amortizar a divida do crédito á habitação. Porém, tenho algum receio que o desemprego me possa bater á porta e se não tiver dinheiro disponivel para pagar as prestações, arrisco-me a ficar sem casa.

Penso que o mais sensato é ter sempre dinheiro á mão para evitar dissabores.
creditos online a 27 de Julho de 2009 às 20:10

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19 passos para sobreviver à crise
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barbara barroso
Bárbara Barroso é jornalista do Dinheiro Vivo, o jornal digital de economia da Controlinveste (plataforma que engloba o DN, JN e TSF). Licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura, fez um Curso Intensivo de Banca, ministrou vários workshops sobre finanças pessoais, investimentos e orçamentos familiares e está a terminar uma certificação em em consultoria financeira pessoal (Certified Financial Planner – CFP), pela Universidade de Boston. Como jornalista foi coordenadora de economia do jornal i e redactora de finanças do Diário Económico, onde desenvolveu o suplemento de finanças pessoais deste jornal. Teve uma rubrica diária sobre poupança na rádio fi fm. Em 2009, lançou o seu primeiro livro: 19 Passos para Sobreviver à Crise. Em 2011 apresenta a sua segunda obra: Tempos Complicados, Soluções Simples - Saiba Como gerir Melhor o Seu Dinheiro.
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Pode simular AQUI, quanto vai pagar de crédito à habitação.
Pode calcular AQUI quanto tem de poupar por mês.